Acerca da cor do novo hall

Normalmente não achamos certo que a nossa casa reflita o gosto de apenas um de nós, por isso temos o cuidado de reunir as opiniões, discuti-las e tomar as decisões em família, cedendo um aqui, o outro ali, ouvindo a mais pequena também, por forma a encontrar uma solução que agrade a todos. Dito assim até parece muito pacífico, mas nem sempre é tanto… mas é democrático.
Para este hall, na continuação da sala, inspirei-me numa imagem de um outro, que encontrei na net, rosa. Só que rosa não é a onda do Marcelo, espaços fofos e queriduchos, muito femininos não tem nada a ver com ele e muito menos a caminho do escritório, divisão da casa que toma como muito sua. Ficou, então, decidido que o hall seria pintado em “nude”, um tom pele, entre o rosa e o bege. Lá fomos à loja, procurámos no catálogo e comprámos a tinta. Confiantes da nossa escolha, comprámos logo uma lata grande.
Pronta a começar as pinturas, abro a lata da tinta e parece-me ROSA.
“Hhhhmmm, deve ser só impressão. Vamos ver como fica na parede.”
Rosa.
“Marcelo, isto está a parecer um pouco rosa… não achas que podíamos misturar aquele toupeira que usámos no nosso quarto?”
“Hm. É melhor.”
Misturámos. “Ah! Agora sim.”
Comecei a pintura.
Passa a filha e diz: “Hummm, paredes rosaa!”

😳

Continuo. “Deve ser só enquanto não seca.”
Chega o pai e diz: “Eh, páááá… isso está rosa!”
Estava rosa, mesmo rosa.

 

 

Tanto como designer gráfica como como ilustradora estou habituada a misturar cores e sei analisar as percentagens numa mistura. Sei quando precisa de mais magenta, ou mais amarelo, ou mais preto…
Por isso, olhei bem para a cor e pensei: “Ainda estou a tempo. Vou alterá-la e pinto de novo.”

(Atenção! A não ser que a cor não seja definitivamente a cor que pretendem, não façam isto em casa! Podem ficar sem a tinta.)

Corro a ir buscar um resto de tinta preta e misturo-lhe uma boa quantidade.
“Ok. Escureceu, mas continua rosa.”
Vou buscar mais beje. Misturo. Experimento na parede.
“Falta vida… falta qualquer coisa… falta amarelo!”
Vou buscar um resto de amarelo e misturo.
Mais um pouco desta.
Mais um pouco daquela.
A lata fica novamente cheia e ainda precisa de um pouco de… branco.
Vai metade para dentro de outra lata com um resto de tinta branca.
Acrescenta só um pouco do rosa inicial…
Ok, já temos tinta para dois halls! Mas sim, está nude, agora está nude.

 

Volto a pintar o hall. Ainda tenho dúvidas, mas decido esperar pelo dia seguinte (nem tinha outro remédio, já era de noite)… e acordo com a melhor visão de todos os tempos: um novo espaço nude!!!!

“Ficou giro.” — disse a miúda quando se levantou.
“Sim. Está melhor.” — disse o pai.
“Está per-fei-to!” — disse a mãe.

 

 

Uhuuuuuu!!!

 

Posto isto, dois conselhos temos para dar:
1. Quando pretenderem pintar um espaço com um tom “difícil”, “duvidoso”, que não possa mesmo variar nem um bocadinho, comprem primeiro uma latinha de tinta pequena e experimentem na parede. E reparem como, ao longo do dia, essa cor varia imenso.
2. Sejam fiéis ao vosso gosto e ao que pretendem. Não se satisfaçam com soluções menores do tipo “não era bem isto que queria mas vai ter que servir.” Não se esqueçam que as paredes vão ficar com essa cor algum tempo, anos, e é terrível termos um espaço em casa numa cor que não nos satisfaz.

Quem nos acompanha no Instagram teve oportunidade de perceber estas “andanças”, mas assim contado julgo que partilhamos uma experiência muito importante, para quem quer pintar uma área de casa, ou mesmo para quem gostou da cor do nosso hall e pretende fazer igual.

Se gostaram de saber isto coloquem um ♥ aí em baixo.
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Carlota

 

2 Comentários
  • Idalina Maciel
    Publicado às 13:17h, 24 Outubro Responder

    Adoro! Essa cor fica espectacular!

    • Carlota
      Publicado às 14:04h, 24 Outubro Responder

      😀

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