Após uns dias chuvosos – que o nosso jardim agradece e nós também! – parece que no domingo o sol já vai espreitar, iluminando os nossos corações -> Dia dos Namorados, não esquecer. Namoradas, se eles não vos oferecerem flores, não tem nada que saber, façam como as mulheres da minha família, comprem-nas vocês e depois digam que é prenda deles! Todos ficam felizes ♥

O atelier, o espaço onde passamos a maior parte do nosso tempo, é todo o rés do chão da nossa casa. Adquirimos esta área mais tarde, com o propósito de instalar aqui o nosso local de trabalho e, desde então,  tem estado em constante mudança. Há sempre novidades por cá! Uma canseira…
Onde foi uma cozinha é agora a sala do Eme, onde foi a minha sala é agora a cozinha e antes já tinha sido um… um quê?… já nem sei bem…
Aqui, construímos os equipamentos para os nossos clientes e aqui armazenamos todas essas criações que vão e vêm.
Mesas, cadeiras e armários rodam, viajam, entram e saem – muitas vezes por janelas – à espera de encontrar o seu lugar ideal. O pessoal vai rodando com os móveis, vai andando de sala em sala. Monotonia é coisa que aqui não há.
E vai sendo tudo feito à medida das possibilidades (e com as nossas mãos).
Julgo, no entanto, que estamos a chegar à situação ideal. É como quando estamos a adormecer: damos meia dúzia de voltas na cama até encontrar a posição certa e, depois, o descanso. (Ou, se calhar, não.)
Depois de fecharmos o telheiro lateral de acesso a este piso e alterarmos a entrada da casa para a frente do edifício, o Eme ganhou mais uma oficina! Com um portão de garagem, é agora o ideal para trabalhar num espaço que pode ser muito arejado mesmo nos dias de chuva. E o que ganhámos todos? Um interior mais limpo, sem cheiros de colas, resinas, madeiras e esferovite, serradura e pó por todo o lado. Uhhuuuuhhhh!
O que era, então, a oficina, destinar-se-á agora àquilo a que podemos chamar “sala de maquetes”, uma oficina para pequenas obras e trabalhos mais limpos. Para lá vão as nossas maquinetas de corte e recorte, colagem e outras tarefas giras. Festaaaa!!!

Há dias, para não dizer semanas, que este candeeiro me andava a cair em cima da cabeça, em cima do papel, em cima da mão a desenhar… não se segurava, não conseguia dirigir bem a luz, descaía,… semanas!…
Hoje, entra aqui o Eme na sala e diz:
“Olha, isto não se segura…”
Foi buscar uma chave de fendas, apertou os parafusos e… “Já está!”

Levantei-me às 7h. Ajudei a Ca a sair para a escola, tranquila, a tempo e horas, com a cara lavada e penteada e sem esquecer nada em casa. Arranjei-me, fiz as camas, estendi roupa e fui trabalhar às 8h30m. Organizei tarefas, preparei trabalho e distribuí pelo pessoal que chegou às 9h. Respondi a e-mails, fiz três ilustrações… bolas, queria tanto ter feito cinco! Apareceram os imponderáveis (aparecem sempre, todos os dias, é incrível!) e lá os enfiei, mais uma vez, na agenda do dia.
Os objetivos para hoje eram ambiciosos, eu sabia… mesmo assim foram estabelecidos e eu queria muito que fossem cumpridos. Não foram. Dei comigo irritada… por não ser capaz de fazer mais? Por não “despachar a coisa”, em vez de querer fazer bem? Por o dia não ter mais horas? Por não ter conseguido acordar mais cedo?… Estava chateada, mesmo! Foi então que, por segundos, pensei “Carlota Joaquina, arruma a tua cabeça, tens duas hipóteses: ou te manténs irritada e com esse mal estar ou ficas grata por tudo o que já conseguiste fazer hoje e por teres mais um dia amanhã”.
Ainda retifiquei e fechei ilustrações, verifiquei os pedidos e enviei para os clientes. A meio da tarde já estava a correr para ir dar duas aulas a pequenas mentes muito exigentes. Às 19h ainda arranjei forças para estudar matemática com a Ca…
Continuei a lutar com as minhas duas vozes interiores e sempre a tentar que o Bem vencesse. A esta hora, continuo a fazê-lo e tento meter na minha cabeça “Foste uma valente! Fizeste tanto! Amanhã será outro dia!”…

A nossa sala é local de chegada, local de passagem, local de estudo, de refeição, de criação, de leitura e de descanso. Vivemo-la muito intensamente e, por essa razão, era frequente vermos uma série de objetos desarrumados – as malas, os casacos, os telemóveis, o portátil, o tablet, todos os respetivos carregadores, um verniz (que serviu para pintar as unhas em frente à televisão), uma fita-cola, um lápis e uma borracha (que serviram para o estudo), os livros (que sairam da mochila e que amanhã não vão à escola), os blocos de apontamentos… enfim, tudo aquilo de que vamos necessitando e que vamos espalhando por todo o lado.
Ora, isto agrava-se quando a casa tem dois andares e, fartos de subir e descer escadas, fechamos os olhos ao que deveria ser arrumado “lá em cima”.
Para além da imagem desarrumada e desconfortável que passa, coloco-me no lugar da nossa empregada doméstica e imagino a dificuldade que terá em saber onde arrumar toda aquela “tralha”. Sim, é tanta que não o faz…

Ainda de volta da lavandaria, arranjámos uma solução bonita e muito, muito fácil de forrar as paredes, tapando os tais azulejos mal pintados. Usámos apenas  duas placas de pvc preto que adquirimos na Mitera.
O pvc é um material que nós usamos com muita frequência no atelier, em muitos dos nossos trabalhos. Tem várias espessuras – 1, 2, 3, 5 mm… – e corta-se perfeitamente com x-ato; existe em várias cores, em placas de 3050x2050mm. Por acaso, neste momento não tinham o preto com 1mm, por isso acabámos por trazer o de 3mm, o que deixou a obra um pouco mais cara do que gostaríamos (133 €, 66,5 € cada placa). De qualquer modo, não há dúvida que 3mm conferem mais resistência à obra.