A minha estratégia para regressar ao trabalho

Ai, férias, férias!
A semana passada ouvi uma rubrica na Antena 3 acerca de uns estudos que concluíram que uma semana de férias é o ideal para nos libertarmos do stress e fortalecer o nosso sistema imunitário durante um mês. Mais do que uma semana em nada aumenta a nossa satisfação, dificultando – isso sim – o regresso ao trabalho e a chamada “depressão pós férias”. De facto, por todo o lado ouço queixas acerca do final das férias e do regresso ao trabalho… e, de facto, eu também sei o que isso é. Não que o esteja a sentir este ano, que não fomos nem iremos de férias. Aliás, por acaso até estamos a fazer aquilo que os estudos dizem: tirámos 4 diazitos (já contando com o fim-de-semana) em junho e mais quatro há dias. Talvez consigamos tirar mais uns três ou quatro lá para o final deste mês. E, confirmo, nem custa nada voltar ao trabalho porque nem parece que de lá saí. 🙂

São opções.

Entretanto, e como muitos estarão de férias neste momento, vou partilhar a minha técnica para ter vontade de regressar a casa, à rotina e ao trabalho.
Há muito tempo que não falamos aqui de organização e esta é a minha maneira de me organizar:

  1. Durante as férias aproveito algum tempo para refletir sobre algo que pretendo melhorar na minha vida e tomar decisões como se fosse “passagem de ano”. Não tem que ser nada em grande! Basta uma pequena mudança, uma forma diferente de agir ou fazer algo – ligada ao trabalho, à escola, à família, às rotinas diárias ou até à nossa imagem. Aparece, então, alguma ansiedade para ver essa mudança a acontecer.
  2. Planos… toca a fazer planos. Eu sou muito mais criativa quando a minha mente está disponível. Somos todos, não? Quando é suposto não estar a trabalhar é quando me surgem as melhores ideias – novos projetos profissionais, novas estratégias para o atelier, mudanças no local de trabalho, mudanças em casa,… mudanças no sentido físico mesmo, de alterar espaços, de trocar móveis e até divisões! Planos para construir um móvel, fazer uma pequena bricolage, organizar a oficina, ou destralhar e organizar aquele armário, ou preparar o cantinho de estudo dos nossos filhos (em conjunto com eles, para prolongar o convívio familiar e ajudá-los, também, na sua própria “depressão pós férias”). Não quero dizer que façamos planos que, só em teoria, já nos esgotem, atenção! Não é para trabalharmos que nem loucos, mas algo que nos vá fazer bem e divertir.
  3. Outra coisa que faço é deixar-me inspirar pelos locais onde vamos, pelos museus que visitamos, pela natureza de que nos rodeamos e transpôr para “quando chegar a casa”. Assim: apanho uma planta seca para colocar numa moldura, compro um poster num museu, compro um livro de um artista que vi e que me inspira ou uma peça de artesanato que vai ficar linda naquele sítio lá em casa… ou uma estrela do mar… ou, simplesmente, tiro fotografias para fazer uma composição na parede da sala.
  4. Odeio chegar no dia anterior ao trabalho! É uma coisa que, já percebi, não me faz bem. Não me dá tempo de “aclimatação” e, geralmente, fico com a sensação de atropelo. Por isso, planeio sempre chegar a casa um, dois ou três dias antes para poder organizar ideias, começar a pôr em prática os planos que fiz, colocar as lembranças nos devidos lugares – não só os novos objetos que adquirimos como também as memórias – e ficar com alguma vontade de regressar à rotina. Porque nós também podemos gostar das nossas rotinas. Eu gosto.
  5. Nesses dias, já em casa, podemos tirar um bocadinho para arranjar algo que nos faça regressar ao trabalho felizes – uma peça de roupa nova para “serigaitar” até ao emprego ou algo para colocar no posto de trabalho (simplesmente um organizador de gavetas, por exemplo), uma mala nova, um estojo com umas mariquices giras,… um gadget qualquer… enfim, a nossa recompensa por sermos bons meninos e meninas trabalhadores. Ou até uma prenda para os colegas (uma guloseima para um intervalinho simpático em conjunto, por exemplo).
  6. Por fim, nada melhor para regressar ao trabalho que deixar uma casa limpa, organizada e tranquila. Mais uma vez, não falo de grandes limpezas de fundo, que nos vão acabar com toda a saúde adquirida! Só, assim, tudo no sítio, estão a ver? A cheirar a limpinho. Roupa lavadinha e arrumada e um roupeiro inspirador. Uma sala confortável, que nos receba ao final do dia…

 

 

Bom, e é isto. Não sendo psicóloga, psiquiatra nem terapeuta de nada, sou apenas mais uma, de muitos, a quem as férias sabem sempre a pouco e que, apesar de adorar o meu trabalho, juro que seria capaz de viver sempre em férias.

E vocês? Têm outras estratégias? Podem partilhar!
E, se gostaram deste artigo, coloquem aí em baixo um ♥.

 

Carlota

 

 

2 Comentários
  • Cláudia Nazareth
    Publicado às 14:11h, 20 Agosto Responder

    Ohhh somos mesmo parecidas! Estava a ler e a pensar que faço quase exactamente o mesmo! No entanto, para me saber a férias tenho de conseguir desligar por completo…e geralmente 4 dias não chegam. Habitualmente, 3 semanas seriam o ideal! Este ano, só deu para tirar duas mas tive o infortúnio/sorte de dar cabo do telemóvel! Desligada da realidade, nunca 15 dias me tinham dado para repor baterias como os deste ano!!! Cá está a minha dica: eliminem, na medida do possível e do impossível, as comunicações! Quando voltarmos de férias, temos tempo de pôr a conversa/mails/twits/posts em dia!

    • Carlota
      Publicado às 21:34h, 20 Agosto Responder

      Ora aí está! Partir o telemóvel no início das férias e comprar um novo, melhor, como recompensa de regresso ao trabalho!

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