Detalhes do novo quarto

Podem ser detalhes, mas “é na atenção aos detalhes que difere um trabalho mediano de um bom trabalho”. Esta foi uma das coisas mais importantes que aprendi já nos tempos da Faculdade de Belas Artes. Um detalhe pode ser muito, pode ser tudo.
O nosso novo quarto é simples, desprovido, mas com alguns pequenos detalhes que fazem dele a nossa cara e, por isso, nos sentimos aqui tão bem, entre livros, pintura, escultura, fotografia, texturas, materiais naturais, objetos dos quais gostamos, que nos ofereceram e que fizemos.
Prometemos este artigo, acerca dos detalhes que escolhemos para compor o novo ninho, e aqui estão eles!

FEITO POR NÓS

A mesa de cabeceira. Como tivemos que retirar a cabeceira da cama (e respetivas gavetas) para que esta não viesse muito para cima da porta de entrada, ficámos sem mesas de cabeceira. Na imagem que criei na minha cabeça não conseguia incluir mesinhas de cabeceira convencionais, em madeira, que enchessem o espaço em largura (reparem que o quarto não é muito mais largo do que a medida da cama). Também não conseguia ver aqui duas mesinhas iguais. Também não queria gastar muito. Ficar sem apoio é que estava fora de questão! Nas primeiras noites ainda coloquei revistas, livros, telemóvel, candeeiro, a chávena do chá, o elástico do cabelo, tudo no chão. Mas rapidamente concluí que precisávamos mesmo de uma solução.  Por isso, arranjei um esquema de prateleira suspensa. Esta foi a solução mais leve e mais em conta que consegui arranjar. Inicialmente, até tinha pensado colocar uma prateleira na parede, de cada lado da cama, mas depois pensei que, caso quiséssemos alterar a disposição do quarto, ficávamos presos a esta solução. Foi então que reparei num camarão preso no teto e lembrei-me que podia suspender a prateleira como se fosse um baloiço. Prático, sem grandes obras e barato!

A jarra de vidro também teve um toque extra. Era simples e ficou mais glamorosa com uma tira de napa em volta (a mesma que usei aqui).
Do outro lado ficou a nossa caixa das fotografias a servir de mesa (com a altura ideal para a cama, que é baixa).

 

ARTE

Para tapar o acesso aos arrumos (que ainda não têm porta) colocámos uma série de telas e quadros que sairam das paredes depois das remodelações que temos vindo a fazer. Ainda não tinham destino, andavam encostados, hoje aqui, amanhã acolá, sem local certo… ora, enquanto não fizermos a porta para ali, ficam bem onde estão, virados para a parede porque as cores e as texturas dos versos acabam por fazer um jogo muito interessante (mais limpo e mais quente)!
Na parede, uma tela de Branislav Mihajlovic, um artista de quem gostamos muito, nascido na Sérvia e radicado em Portugal desde 1992.

Outro objeto que nos diz muito é esta peça escultórica, que nos foi oferecida por uma pessoa muito querida:

Faz-me lembrar o deserto, a areia, um fóssil, uma concha,…
Sempre esteve no chão e ganhou agora mais destaque na prateleira, junto de outras coisas de que também gostamos:

PLANTAS E LIVROS

 

FOTOGRAFIA

Nesta senda de destralhar a casa, como já tem sido dito, muitos foram os objetos que ganharam nova importância para nós.É o caso da nossa “velhinha” máquina de fotografar analógica. Comprada com o suor do nosso trabalho, fez muita fotografia e, entretanto, como tantas outras, estava esquecida no fundo de um armário. No outro dia fui buscá-la para a mostrar aos meus alunos de artes. Mostrei-lhes rolos fotográficos, testes de revelação, negativos e slides. Eles adoraram o assunto e eu já não a consegui voltar a arrumá-la no saco. Está ali, para ir olhando para ela, para recordar os momentos que fotografou e as viagens que fez connosco.
Na parede de cortiça (que ficou do quarto da Carolina) coloquei fotografias, poucas – umas antigas, outras mais recentes. Escolhi umas a que achei piada mas, a vantagem desta forma de expôr é que posso trocá-las daqui a uns tempos e ir variando sempre o “cenário”.

 

ESCOLHIDOS POR NÓS

Por fim, não posso deixar de mencionar dois objetos adquiridos recentemente – a caixa em vidro e metal dourada da La Redoute (que trouxe da sala para guardar os meus relógios) e a moldura de parede, também da La Redoute e na mesma linha da caixa, super fácil de abrir e onde posso sempre variar a decoração entre fotografias, folhas de plantas, postais ou recortes de revista,…

 

E é isto. Tudo isto somos nós. Mas este não é um projeto fechado. Há espaços que ficaram propositadamente vazios e aguardam uma ideia, uma decisão, alguma coisa que nos apeteça acrescentar daqui a uns tempos, para que haja sempre algo novo. Por agora, estamos ainda a assimilar a novidade, a testar a funcionalidade do espaço, a dar tempo ao tempo. Já começo a perceber, por exemplo, que mais duas prateleiras por baixo da que já lá está, poderão compor melhor aquele canto.
E o vosso quarto, reflete aquilo que vocês são? Já pensaram nisso?
Não é preciso muito. Basta atentar nas coisas simples… basta ter atenção aos detalhes.
E será que conseguimos inspirar-vos para uma mudança, por pequenina que seja?
Digam coisas. 😉

Carlota

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1Comentário
  • Maria Fátima Carvalho
    Publicado às 12:08h, 24 Março Responder

    Adorei!

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