E assim vai a obra na nossa sala…
Depois de termos tirado os estores de uma janela grande, agora, para além de termos tirado também os de uma janela mais pequena, colocámos teto falso em madeira, com iluminação.
Quanto aos estores, já justificámos a sua retirada pelo dificuldade que tínhamos em mantê-los lavados. Além do mais, numa sala com marquise, terraço e muitas janelas, onde a luz entra sem cerimónias, já não se justificava a presença dos estores. As caixas (interiores) deixavam passar o frio e o calor e sentíamos até correntes de ar.
Quanto ao teto falso, permitiu-nos resolver dois problemas: tapar e isolar a zona da caixa do estore e acrescentar iluminação de teto, que era coisa que esta sala não tinha. Além do mais, o novo teto conduz a luz natural, que entra pela pequena janela, para o interior.

Pois estávamos nós, no fim-de-semana passado, de volta de um canto da sala – sim, como para a maioria das famílias, a bricolage caseira, aqui, é reservada ao fim-de-semana, já que durante a semana noblesse oblige e o patrão não perdoa –… dizia eu, estávamos nós de volta de um canto da sala, uma parte do teto, quando conseguimos dar cabo do nosso berbequim de percussão, a tentar trespassar uma viga… *F* :-X

Acreditam que esta porta foi “arranjada” quando comprámos e remodelámos a casa? Não fecha, não tem puxador, está toda quincada, as dobradiças são demasiado largas e grossas para ali, tem uma bela massa castanha a tapar os buracos e as molduras dos vidros, vidros esses que ficaram riscados (sim, porque fornecemos novos e eles foram capazes de os riscar todos!),… bom, e devo estar a esquecer-me de mais qualquer coisa.
Assim foi o “arranjo” e assim ficou.
Este é apenas um exemplo do calibre das obras que foram feitas nesta casa!!! Ah, se vos contássemos a saga que foi… e como éramos inexperientes… e se eu soubesse o que sei hoje…

Ainda não começámos a tratar da nossa sala… isto, há uns anos atrás era capaz de me deixar irritada. Hoje, tento ser uma miúda ( 😉 ) mais ponderada, mais tranquila e muito menos ansiosa. Acho que tudo tem um tempo e se não conseguimos fazer o que gostaríamos dentro do tempo que desejaríamos, é porque não é suposto ser assim.

Já adiámos a pintura da sala em quase um mês. Ora está sol e nós temos outros compromissos, ora chove e não dá para nos metermos em pinturas!
Enquanto isso, aproveitamos os dias chuvosos para destralhar mais um quarto, um armário, uma gaveta, ou nem que seja apenas um dossier de papelada.
Também aproveitamos para estudar e projetar melhor a futura remodelação da sala, a disposição dos móveis e novas soluções funcionais e decorativas. Sofá para cá, mesa para lá… depois de uma manhã de experiências, ainda pouco é certo no que toca à futura organização da sala. Chego mesmo à conclusão que só retirando tudo de lá, vendo a sala completamente vazia, será possível ter uma nova visão do espaço… como uma tela em branco.
Outra fase pela qual já percebi que é importante passar – e que também aproveitei para começar – é reunir apenas os objetos com que iremos ficar e que funcionam bem na visão que temos para aquele espaço; retirar os que deturpam essa visão.

Chegou a altura de renovar a nossa sala. Após umas boas semanas a fazer o levantamento dos problemas que temos que resolver, obstáculos a ultrapassar, o que pretendemos desta divisão da casa e as nossas preferências a nível de decoração, estamos preparados.