Pois é, esta casa tem tantas melhorias para fazer que o orçamento por divisão é limitadíssimo. As obras vão sendo feitas na medida das possibilidades, mês a mês. A última remodelação, um pequeno hall entre a sala, a cozinha e o escritório, coincidiu com setembro, um mês de muitas despesas – o regresso às aulas, a compra de material escolar, a inscrição em atividades,… – por isso, não havia grande margem para compras. Investimos na tinta para as paredes e teto e tudo o resto já tínhamos ou foi feito por nós. Foi o que aconteceu com o abajur vermelho que existia antes neste espaço mas que, agora, não se adequa ao estilo pretendido. Precisávamos de uma nova solução. Ainda namorámos uns quantos candeeiros… a preços variados… mas, depois de fazer contas, desistimos e resolvemos reciclar o tal abajur vermelho. E foi o melhor que fizemos pois, assim, mantivemos o estilo já criado para a sala.

Quem nos acompanha no Instagram sabe que esta obra não começou ontem. Mesmo tratando-se de uma área mínima, este espaço não foi tão fácil quanto parece. Da discussão entre “rosa” e “nude” à decoração final, houve que ultrapassar muitas dúvidas e tomar decisões difíceis, mas o resultado aí está: o nosso novo nude e bohemian hall!

Faltando o cão, caça-se com o gato!… e nós até temos dois para essa tarefa!
Remodelar um espaço pode implicar custos avultados mas, com boa vontade e criatividade, consegue-se excelentes resultados por muito pouco. A nossa sala não tinha iluminação de teto, apenas de parede, o que a tornava pouco iluminada, de noite. No dia-a-dia não nos faz diferença mas, em dias de visitas, não dá para receber as pessoas no lusco fusco. Com o teto de madeira que nós fizemos, resolvemos parte do problema (digo “parte” porque o teto apenas ocupa metade da área da sala). Por isso, tivemos que arranjar diversas formas de trazer mais luz para este espaço – com iluminação de chão, de mesa, de parede, imbutida no teto falso e de “falso teto”, como é o caso deste candeeiro (ou abajur).

Vamos na terceira parte e ainda não é tudo! Já se deve começar a perceber porque é que a obra desta sala demorou tanto. Puf!
O armário branco, parte da primeira mobília dos meus pais, que já veio de Moçambique de navio, que tem mais de quarenta anos… como abdicar dele?
Esse ficou, mas rodeado de muitas outras peças criadas por nós (muito DIY por aqui): o candeeiro de parede, os quadros, a tela,… e um desvario do Marcelo, que eu A-M-O!!. Já vão ver o que é.

A renovação da nossa sala demorou, durou… e ainda dura! Mas o que é certo é que temos a certeza que tudo está a ficar no devido lugar, como nós queremos, como, efetivamente, nós usamos e como nós gostamos. Já por aqui foi dito que o facto de ter demorado, esta obra, deu-nos tempo de experimentar os espaços, testar alternativas e garantir que todos estamos de acordo com a nova disposição. E como aqui ninguém é profissional de nada, as decisões não são tomadas com recurso a conhecimentos teóricos, mas empíricos, o que torna tudo mais difícil.
Aqui estão duas obras que deram algum trabalho, mas que valeram mesmo a pena: