Estamos na semana 22… como o tempo passa!!
Não tarda estamos a meio do ano.
Começámos este blog em janeiro e cá continuamos… a cumprir o compromisso — pessoal, mas público — de tornar a nossa casa e o atelier locais de serenidade e inspiração.
Por esta altura, temos já noção de que muito do que gostaríamos de fazer ainda este ano, passará para o próximo! É a vida… o tempo “ruge” e estas cabeças andam mais depressa do que o corpo… e também há vida para além das tarefas domésticas…
Mas isso não nos aflige. Sabemos, desde há alguns anos, que com esta casa teremos obras para todo o sempre… e uma vida inteira pela frente para as fazer! Iupiiii!!!  -_- 🙂

Adoro duas palavras em inglês: breathtaking e overwhelming (em português, “de tirar o fôlego” e “esmagador”).
E é só isto que me ocorre quando dou de caras com obras como esta!

 

natureza_2

 

Sempre que os nossos pais, tios e amigos vêm cá a casa, já entram a perguntar:
“Então, o que há de novo?”
“Eh pá, isto está diferente!” – também é costume ouvirmos…
Desta vez foi a mãe do Eme: “Então, há mudanças nesta casa? Quais são as novidades? Ah, ainda não tinha visto isto!…”
Tenho, então, andado a pensar: Será que isto só nos acontece a nós? E será bom ou mau? Devemos ficar contentes por aguçar a curiosidade das nossas visitas ou será isto sinal de alguma maluquice da nossa parte? Será que já acabávamos com estas obras e mudanças?
O problema foi que quando nos mudámos para cá, há cerca de 10 anos, fizémos obras, não assim tão pequenas, mas com um orçamento limitado às nossas possibilidades. Por outro lado, pouco depois surgia a oportunidade única de adquirir também o rés-do-chão (uma segunda casa, mais pequena), onde instalámos o atelier. De lá para cá, a nossa lista de afazeres nunca mais teve fim.
Se tivéssemos um milhão de euros, esta casa já estaria um brinco!
… mas, se calhar, já estaríamos prontos para sair dela e ir para outra. E aqui é que reside a nossa pequena “insanidade mental” – gostamos desta casa porque quase tudo nela tem sido feito com as nossas mãos; gostamos desta casa porque a vemos evoluir, porque nos dá luta, porque nos faz definir objetivos e fazer planos em família; gostamos dela porque temos vindo a ajustá-la às nossas necessidades, assentando-nos que nem uma luva… e porque no dia em que nos deixar de dar que fazer, perderá a graça.