Pois é, arrumada a oficina, que virou estúdio, há que arrumar agora o telheiro, que entretanto fechámos e virou oficina. Isto é, a antiga oficina é agora o local onde fazemos os trabalhos limpos — pinturas delicadas, arte, maquetes, obras sem cheiros fortes, sem pó ou serradura — e o telheiro, que era a entrada para o atelier, foi fechado de um dos lados com parede, pelo Eme (mais uma das suas obras corajosas) e, do outro lado, com uma porta de garagem, e, aqui, fazemos as obras maiores, como se estivéssemos na rua, mas sem estar dependentes das condições atmosféricas.
Devo dizer, que já esculpimos em esferovite todo um tronco de árvore (gigante!) dentro do atelier… — era bolinhas por TODO o lado!! —, já construímos cerca de vinte chapéus em resina e fibra de vidro — um cheiro que não se podia! —, já pintámos e envernizámos uma imensidão de móveis no interior, enquanto chovia lá fora… mas isso acabou!

Filho de uma grandecíssima… MÃE! Não estou a acreditar!…
O meu disco, aquele que serviu o meu computador tão bem, mas que ultimamente estava sossegadinho, pois substituímo-lo por um novo… este sacaninha, que vêem na fotografia… há uns tempos que não o ligava, pois nele já só tinha deixado guardada a minha pasta de fotografias. Pensei eu: “Não trabalho contigo, mas ainda estás bom para guardar esta pastinha e ficas destinado só a isso, a guardar esta pastinha!

No último dia de aulas, a Ca trouxe para casa uma pilha de coisas! Guardados na escola estavam trabalhos de EV e ET, lápis, régua, esquadro, compasso, máquina de calcular, dossiers de fichas, desenhos,… a mochila vinha a rebentar de cadernos e manuais! A tudo isto juntou-se uma série de recados e comunicações, os livros de leitura obrigatória e folhas soltas com apontamentos diversos. Tudo numa pilha que foi colocada em cima da mesa da sala. Normalmente, isto segue para o quarto dela, mas acaba por andar lá todo o Verão e, desta vez, decidimos, tratar imediatamente deste assunto. Desta forma, ficaremos já a saber que materiais podemos aproveitar para o ano que vem e que compras terão que ser feitas… com calma. Evitaremos, assim, compras por impulso de materiais que já temos.

Depois de termos começado o ano a destralhar em força, confesso que, com tantos dias de chuva, esmorecemos um pouco… Para destralhar temos que tirar tudo do sítio, separar, tirar de casa, limpar o que fica e os espaços e voltar a arrumar. Quer dizer, depois da lavandaria já destralhámos a oficina, que foi uma enooooorme empreitada!… Mas quando descobrimos as vantagens desta atividade caseira, isto pode tornar-se um vício… e eu já estava a ressacar…