Felizmente que este ano decidimos tratar logo de todos os materiais, trabalhos, livros, testes, papeladas e cadernos que a Ca trouxe do 6.º ano. Se tivéssemos que o fazer agora, era mais uma tarefa para nos atrapalhar e que iríamos fazer “às três pancadas”!
Setembro é sempre um mês um pouco louco por aqui… Nesta altura, lembro-me sempre do Coelhinho Branco da Alice, a correr que nem um louco e a sentir que o tempo lhe foge constantemente. Nem acredito que, não tarda, temos o Natal à porta e mais um ano a terminar… e não, não fiz tudo o que gostaria e que imaginei fazer no início deste ano… bolas! (Mas, sobre isto, conversaremos mais tarde!)

Eis que chegam as tão desejadas férias… e o que se faz nos primeiros dias? Organização e limpezas!
Se há coisa que gosto mesmo de fazer é ir de férias com tudo organizado — trabalho, casa, saúde, papeladas,… É que já sei que setembro vai entrar em grande, com muito trabalho, regresso às aulas, às rotinas diárias e, logo de seguida, vêm as chuvas e os dias pequenos.

A organização da nova oficina está a dar que fazer. Como era um espaço vazio, um telheiro que fechámos, tudo tem que ser, agora, pensado e criado de raiz para as reais necessidades que temos tido nos últimos anos.
Depois de termos arranjado uma solução para as traves de madeira mais compridas, arranjámos agora duas outras: uma estrutura amovível, com rodízios, para as tábuas mais pequenas, e um sistema de organização de pequenas calhas, varas, varões e varetas, a partir de tubos de cartão.

Pois é, arrumada a oficina, que virou estúdio, há que arrumar agora o telheiro, que entretanto fechámos e virou oficina. Isto é, a antiga oficina é agora o local onde fazemos os trabalhos limpos — pinturas delicadas, arte, maquetes, obras sem cheiros fortes, sem pó ou serradura — e o telheiro, que era a entrada para o atelier, foi fechado de um dos lados com parede, pelo Eme (mais uma das suas obras corajosas) e, do outro lado, com uma porta de garagem, e, aqui, fazemos as obras maiores, como se estivéssemos na rua, mas sem estar dependentes das condições atmosféricas.
Devo dizer, que já esculpimos em esferovite todo um tronco de árvore (gigante!) dentro do atelier… — era bolinhas por TODO o lado!! —, já construímos cerca de vinte chapéus em resina e fibra de vidro — um cheiro que não se podia! —, já pintámos e envernizámos uma imensidão de móveis no interior, enquanto chovia lá fora… mas isso acabou!

Filho de uma grandecíssima… MÃE! Não estou a acreditar!…
O meu disco, aquele que serviu o meu computador tão bem, mas que ultimamente estava sossegadinho, pois substituímo-lo por um novo… este sacaninha, que vêem na fotografia… há uns tempos que não o ligava, pois nele já só tinha deixado guardada a minha pasta de fotografias. Pensei eu: “Não trabalho contigo, mas ainda estás bom para guardar esta pastinha e ficas destinado só a isso, a guardar esta pastinha!