Ora aqui fica partilhada mais uma coisa que aprendemos:
Enquanto estivermos a usar uma determinada tinta ou verniz, entre demãos, para não estarmos sempre a lavar o rolo, podemos guardá-lo dentro da lata. Só temos que a fechar bem e, quando quisermos voltar a usar, “pescá-lo” com o braço do rolo.
Esta dica torna-se ainda mais preciosa, se estivermos a usar tinta de esmalte ou verniz solvente, em que temos que usar diluente!

Um destes dias, embora não tenha partilhado aqui, resolvi atirar-me ao closet (existe em português uma palavra para isto, que não roupeiro?). Desta tarefa saiu roupa para lavar, roupa para dar e roupa/acessórios para deitar fora. Cheguei à conclusão que partilhar o espaço da roupa de vestir com a roupa de cama e wc não me agrada. Conclusão:
EME, PRECISAMOS DE UM ARMÁRIO PARA A ROUPA DE CASAaaa!!!
Procurámos o armário ideal, procurámos e procurámos… embora o ikea tenha sempre o que precisamos a bom preço (é incrível!), não queria mais uma solução Ikea ou semelhante… Procurámos, então, algumas lojas de móveis antigos… e nada!
Tinha visto um num armazém de móveis vintage, do qual gostei muito, mas, além do armazém ter fechado, desconfio que ainda não seria o ideal.
Foi então que o Eme, sugeriu: “Desenha, que eu faço!”
“Não digas isso duas vezes…”
E não é que disse mesmo?
Desenhei o dito e já “começámos” a construí-lo!!!
Se ficar bem, partilho os planos, querem?

Apesar da eletrotecnia nunca ter sido o meu forte, e de ter terminado dois anos desta disciplina com um belo 2 na pauta :-x, cá estou eu, cheia de motivação, pronta para substituir o “candeeiro” do wc – um velho casquilho com uma lâmpada atarraxada. Dez anos tem esta beldade!

O atelier, o espaço onde passamos a maior parte do nosso tempo, é todo o rés do chão da nossa casa. Adquirimos esta área mais tarde, com o propósito de instalar aqui o nosso local de trabalho e, desde então,  tem estado em constante mudança. Há sempre novidades por cá! Uma canseira…
Onde foi uma cozinha é agora a sala do Eme, onde foi a minha sala é agora a cozinha e antes já tinha sido um… um quê?… já nem sei bem…
Aqui, construímos os equipamentos para os nossos clientes e aqui armazenamos todas essas criações que vão e vêm.
Mesas, cadeiras e armários rodam, viajam, entram e saem – muitas vezes por janelas – à espera de encontrar o seu lugar ideal. O pessoal vai rodando com os móveis, vai andando de sala em sala. Monotonia é coisa que aqui não há.
E vai sendo tudo feito à medida das possibilidades (e com as nossas mãos).
Julgo, no entanto, que estamos a chegar à situação ideal. É como quando estamos a adormecer: damos meia dúzia de voltas na cama até encontrar a posição certa e, depois, o descanso. (Ou, se calhar, não.)
Depois de fecharmos o telheiro lateral de acesso a este piso e alterarmos a entrada da casa para a frente do edifício, o Eme ganhou mais uma oficina! Com um portão de garagem, é agora o ideal para trabalhar num espaço que pode ser muito arejado mesmo nos dias de chuva. E o que ganhámos todos? Um interior mais limpo, sem cheiros de colas, resinas, madeiras e esferovite, serradura e pó por todo o lado. Uhhuuuuhhhh!
O que era, então, a oficina, destinar-se-á agora àquilo a que podemos chamar “sala de maquetes”, uma oficina para pequenas obras e trabalhos mais limpos. Para lá vão as nossas maquinetas de corte e recorte, colagem e outras tarefas giras. Festaaaa!!!