Apesar da eletrotecnia nunca ter sido o meu forte, e de ter terminado dois anos desta disciplina com um belo 2 na pauta :-x, cá estou eu, cheia de motivação, pronta para substituir o “candeeiro” do wc – um velho casquilho com uma lâmpada atarraxada. Dez anos tem esta beldade!

O atelier, o espaço onde passamos a maior parte do nosso tempo, é todo o rés do chão da nossa casa. Adquirimos esta área mais tarde, com o propósito de instalar aqui o nosso local de trabalho e, desde então,  tem estado em constante mudança. Há sempre novidades por cá! Uma canseira…
Onde foi uma cozinha é agora a sala do Eme, onde foi a minha sala é agora a cozinha e antes já tinha sido um… um quê?… já nem sei bem…
Aqui, construímos os equipamentos para os nossos clientes e aqui armazenamos todas essas criações que vão e vêm.
Mesas, cadeiras e armários rodam, viajam, entram e saem – muitas vezes por janelas – à espera de encontrar o seu lugar ideal. O pessoal vai rodando com os móveis, vai andando de sala em sala. Monotonia é coisa que aqui não há.
E vai sendo tudo feito à medida das possibilidades (e com as nossas mãos).
Julgo, no entanto, que estamos a chegar à situação ideal. É como quando estamos a adormecer: damos meia dúzia de voltas na cama até encontrar a posição certa e, depois, o descanso. (Ou, se calhar, não.)
Depois de fecharmos o telheiro lateral de acesso a este piso e alterarmos a entrada da casa para a frente do edifício, o Eme ganhou mais uma oficina! Com um portão de garagem, é agora o ideal para trabalhar num espaço que pode ser muito arejado mesmo nos dias de chuva. E o que ganhámos todos? Um interior mais limpo, sem cheiros de colas, resinas, madeiras e esferovite, serradura e pó por todo o lado. Uhhuuuuhhhh!
O que era, então, a oficina, destinar-se-á agora àquilo a que podemos chamar “sala de maquetes”, uma oficina para pequenas obras e trabalhos mais limpos. Para lá vão as nossas maquinetas de corte e recorte, colagem e outras tarefas giras. Festaaaa!!!

Ainda de volta da lavandaria, arranjámos uma solução bonita e muito, muito fácil de forrar as paredes, tapando os tais azulejos mal pintados. Usámos apenas  duas placas de pvc preto que adquirimos na Mitera.
O pvc é um material que nós usamos com muita frequência no atelier, em muitos dos nossos trabalhos. Tem várias espessuras – 1, 2, 3, 5 mm… – e corta-se perfeitamente com x-ato; existe em várias cores, em placas de 3050x2050mm. Por acaso, neste momento não tinham o preto com 1mm, por isso acabámos por trazer o de 3mm, o que deixou a obra um pouco mais cara do que gostaríamos (133 €, 66,5 € cada placa). De qualquer modo, não há dúvida que 3mm conferem mais resistência à obra.