Há uns 15 anos, numa passagem de ano em casa de um amigo, conversávamos na sala e preparávamos um fondue, enquanto o óleo aquecia na cozinha. Conversa puxa conversa, nunca mais nos lembrámos do óleo, que aqueceu tanto que incendiou. Quando, da sala, vimos o clarão que saía da cozinha, corremos para lá e já as chamas corriam por debaixo do armário de parede. Aflitos, tentámos resolver o problema como podíamos e só me lembro de alguém dizer “não deitem água, abafem o fogo!”. Assim fizemos, já não me lembro como, mas houve certamente bastantes estragos.

Não, não é brejeirice… é isto mesmo!
Quando o tomateiro atinge cerca de 40cm de altura, aparecem uns pequenos rebentos junto aos ramos que saem do caule. Estes rebentos são chamados de “ladrões” porque roubam nutrientes que deveriam seguir para os frutos. Não pode ser, não podemos deixar que cresçam e retirem a energia à planta. Assim que eles atinjam o tamanho de um dedo, toca a cortar!

Outra tarefa que podemos aproveitar para fazer, quando estamos sem disponibilidade para empreitadas maiores, é tirar de casa, das garagens, dos arrumos ou dos jardins, aquilo que atravanca, está avariado ou não tem mais uso e é demasiado grande para deitar no contentor do lixo.
Há coisas que andam por aqui há imenso tempo por não sabermos o que fazer com elas. Depois de destralharmos a oficina, ficámos com uma série de madeiras velhas e outros materiais num canto do jardim, à espera de solução. Alugar um contentor não faz sentido e fica caro, colocar no lixo também não é possível…
A tarefa de hoje foi, então, ligar para o Departamento do Ambiente da Câmara Municipal e combinar um dia para passarem à nossa porta para fazer a recolha destes resíduos. Facílimo! Aqui, em Cascais, existe uma Linha Verde 800 203 186 (chamada gratuita). Ligámos, indicámos a morada e já marcámos para daqui a dois dias. Na noite anterior é só colocar na rua.
Um eletrodoméstico avariado, um colchão, qualquer peça de mobiliário,… tudo pode ser recolhido assim.
Abandonar resíduos no espaço público constitui uma contraordenação grave punível por lei e já todas as Câmaras Municipais terão este serviço.

As echeverias preferem ser regadas por cima e até gostam daquela gotinha de água que fica retida no centro das folhas, por isso, também são conhecidas por Rosa Pérola. A terra húmida apodrece as suas raízes e causa o aparecimento de doenças. Mas, atenção, não devemos regar na hora de maior calor, pois as gotas de água nas folhas aquecem demais e “cozem” a planta.
É por esta razão que estas que temos no jardim estão tão viçosas e a dar flor… são regadas pela mangueira, sempre que regamos a relva. Hoje, depois do trabalho, vai ser o dia em que vou limpar todas as folhas secas que se mantêm por baixo das “rosas”, para que fiquem com mais energia, para que entre alguma luz e ar entre elas e para evitar que se acumule demasiada humidade na terra.