Eis que chegámos à 52ª semana de 2016!
Está na hora de fazer um balanço… e está a ser feito, só não vamos partilhar já. Vamos deixar este assunto mais para o final desta semana.
Até lá, em jeito de introdução decidimos partilhar aqui, durante os próximos dias, ideias ou dicas que fazem parte do nosso percurso de aprendizagem durante estas 52 semanas. Preparados/as? Vamos a isso!

Como estamos a voar a alta velocidade para o Natal (e nesta casa ainda não se tratou de uma única prenda para oferecer!), vamos partilhar as nossas sugestões. Selecionamos alguns objetos que já temos e adoramos, outros que vamos ter que ter (garantidamente!) e, ainda, outros que teríamos se pudéssemos.
As escolhas são de todos nós – perceberão logo quem escolheu o quê 😀 – e não fomos patrocinados por qualquer marca ou loja.
Os links que cedemos são meramente indicativos. Aconselhamos a que procurem melhor algum produto da vossa preferência pois poderão encontrar mais barato. 😉

Já vos aconteceu tirar a roupa da máquina e não sentirem cheirinho a lavado? Estar a estendê-la e sentirem até um certo cheiro a mofo? E depois, quando vão apanhá-la, o cheiro é mesmo notório? Ainda tentam passar a ferro mas a tendência é ficar cada vez mais intenso?
Detesto quando isto acontece!!! Vai ter que voltar à máquina de lavar… e a roupa suja a acumular!
Não gosto— não gosto mesmo! — de ter que fazer nova máquina de roupa com esta aparentemente limpa!
Bolas 😡
E o que é que isto quer dizer? Esta resposta já nós sabemos… a máquina está a precisar de limpeza.

Criar é tão importante para ela como respirar. Esta artista de grande sensibilidade e talento habita um mundo muito seu, onde se refugia constantemente, de onde só sai quando lhe é pedido e onde é permitida a entrada de um ou outro convidado selecionados. O seu universo é povoado de pequeníssimas reproduções da realidade e do quotidiano – utensílios domésticos,  comida e produtos de consumo diário -, por isso, esta obra que hoje partilhamos é especialmente invulgar e pouco característica do seu trabalho, mas uma das nossas favoritas. Aqui, aventurou-se no uso de materiais naturais para recriar aquela que será para si uma “grande figura” de 20x20cm, a que chamou “O pássaro”.

Os anos passam e a facilidade com que acedemos hoje a tudo é tão diferente de há 20 anos! Pareço uma velha a falar, sim, e nunca eu pensei vir a dizer isto tão cedo… mas, é verdade. Fiz os meus anos de faculdade sem computador e a internet só apareceu no último ano. “Design de Comunicação sem computador?!”, perguntarão as alminhas mais jovens. Sim. E sem net! Para a ligar em casa, ficávamos sem telefone fixo e as nossas mães não conseguiam ligar para nós e era uma chatice! E tínhamos que ser muito rápidos no que queríamos fazer (dentro do possível) pois pagávamos ao minuto! Ah, belos tempos…
Isto tudo para dizer que a minha base de corte, sobre a qual usava o x-ato, era um vidro A4 retirado de uma moldura e com as arestas forradas a fita cola (para não me cortar)… depois o vidro ficava todo riscado e outra moldura ia ao castigo… as lâminas dos x-atos desgastavam-se rapidamente e, como desconhecia a técnica da lima, passava a vida a comprar novas… belos tempos…
Não raras vezes, até a mesa de centro da sala da minha mãe, com tampo de vidro, ia ao castigo… (desculpa, mãe!)
Mas vamos ao que interessa.
Felizmente que hoje se pode comprar em qualquer papelaria técnica (ou loja de artes e manualidades) uma base de corte própria para esta atividade. Esta, é auto-regenerativa, ou seja, a superfície volta à sua forma original, mesmo depois de cortada várias vezes, protege as nossas mesas de trabalho e conserva a vida das lâminas. Existe em várias cores, com várias medidas e preços. Nós aconselhamos qualquer uma. Até à data, três compradas em sítios diferentes saíram-nos boas e têm durado bastante. Claro que as maiores são mais práticas de usar quando queremos cortar dimensões maiores de uma vez só.
Mas, para além da base de corte, quem tem um x-ato deve ter uma régua metálica (que não se estraga com os desvios da lâmina e dura uma vida), uma lima (para limar a secção da lâmina em uso, mantendo-a por mais tempo) e um alicate (para cortar as secções da lâmina gastas sem forçar o corpo do x-ato).
Ah! E, claro, uma caixa de lâminas de recarga.

Parece um assunto menor… mas não é. Há mais de 20 anos que usamos x-atos para o nosso trabalho como designers e ainda estamos a descobrir algumas curiosidades.
Ao fim de todo este tempo, há coisas que já fazemos com naturalidade, hábitos que já criámos, saberes que acumulámos mas, na realidade, nunca questionámos o que quer que fosse acerca desta ferramenta. Por exemplo, rapidamente percebemos que os x-atos de corpo metálico têm uma durabilidade que os de plástico não têm. Muito frequentemente encontramos x-atos de plástico enrolados em fita adesiva 😀 , ora na ponta de saída da lâmina, ora na tampa que encerra o cabo (aparador de lâmina), devido à força exercida para as partir. Senão, reparem, qual dos nossos x-atos parece mais acabado?

O resto desta semana vai ser dedicado ao x-ato, uma ferramenta que consideramos imprescindível em todas as casas (e que já colocámos na nossa galeria de favoritos).
Por aqui, temos mais de uma dezena deles! Fomos comprando ao longo dos tempos e, mesmo assim, quando precisamos de um… nunca aparece! É por isso que, agora, temos a gaveta dos x-atos. Aliás, arranjámos duas: uma, na oficina (dos trabalhos maiores e que fazem mais sujidade) e outra, no estúdio (dos trabalhos limpos). Na oficina estão os x-atos de guerra, que usamos para cortar e desbastar as coisas mais incríveis, como massas e madeira, e no estúdio estão os x-atos que usamos para papel, cartão, plástico e os de precisão.

Têm-nos perguntado onde compramos a madeira com que fazemos os nossos projetos, onde arranjamos uma boa tinta para paredes, onde adquirimos as nossas ferramentas e, por isso, resolvemos fazer este artigo – as cinco lojas que mais frequentamos e onde fazemos muitas das nossas compras. Não quer dizer que esta listagem não venha a mudar. É natural que, de hoje para amanhã, descubramos outras que fornecem os mesmo produtos, com a mesma qualidade e a preços mais baratos… mas, para já, são estas.

carlota2
Não é preciso ser-se “totó” para desconhecer a diferença, na prática, entre uma aparafusadora e um berbequim! Basta que nunca se tenha precisado destas ferramentas; basta que se tenha adquirido recentemente a primeira casa; basta que, finalmente, nos tenhamos decidido a poupar algum dinheiro não chamando um “mestre de obras” para nos colocar um quadro; ou basta até que a pessoa que habitualmente fazia isso em casa, já não o faz mais… certo?
É muito comum não existirem estas (e tantas outras) ferramentas nas nossas casas. Nos últimos tempos, fruto da existência deste blog, pudemos perceber quantos e quantos amigos nossos têm em casa pouco mais do que uma chave de fendas, e quantos têm montado móveis apenas com aquelas simples chaves hexagonais em L, e quantos têm quadros encostados a paredes e candeeiros dentro de caixas, à espera que “alguém” os coloque! É por isso que nós, decididos a cumprir a nossa palavra, começámos, então, a partilhar o que sabemos e RESOLVEMOS FAZER UM VÍDEO!
UHUUUUU!!!!
E, como temos que começar por algum lado, resolvemos começar pelo básico… as primeiras duas ferramentas que achamos que devem existir em todas as casas – uma aparafusadora e/ou um berbequim. Que diferenças há entre elas, para que servem e qual escolher na hora de comprar.
Esperamos, com este nosso primeiro vídeo de DICAS, estar a fazer um bom serviço público! Esperamos também provar que “isto da bricolagem” é tudo mais fácil do que parece e que fazer uns furos numa parede não é nada do outro mundo!
(Embora possam acontecer COISAS, que podem!)
Então, coragem, e venham connosco!
(Para ver o vídeo, clique na imagem)

 

Há uns 15 anos, numa passagem de ano em casa de um amigo, conversávamos na sala e preparávamos um fondue, enquanto o óleo aquecia na cozinha. Conversa puxa conversa, nunca mais nos lembrámos do óleo, que aqueceu tanto que incendiou. Quando, da sala, vimos o clarão que saía da cozinha, corremos para lá e já as chamas corriam por debaixo do armário de parede. Aflitos, tentámos resolver o problema como podíamos e só me lembro de alguém dizer “não deitem água, abafem o fogo!”. Assim fizemos, já não me lembro como, mas houve certamente bastantes estragos.