2017 já lá vai, mas só agora consegui fazer o balanço das últimas semanas da grande tarefa que nos impus de destralhar todos os dias.
E será que conseguimos realizar esse feito? Ai não! Conseguimos, pois! Confesso que nunca sequer cheguei a ponderar desistir. A dificuldade esteve só em fazê-lo literalmente “todos os dias”… mas bastou ajustar essa regra a “uma coisa por dia” e foi “trigo limpo farinha amparo”! Podíamos não ter essa preocupação diariamente mas chegávamos ao fim-de-semana e destralhavamos pela semana toda! E destralhámos muito mais do que apenas 365 itens porque, muitas vezes, contámos conjuntos de itens (uma pasta de papeladas várias, uma gaveta de objetos, uma caixa de tralha,…). Isto faz-me chegar à conclusão que temos milhares de objetos em casa… milhares! (E eu a pensar que poderíamos não ter os 365 de que iria necessitar para cumprir o objetivo… Provavelmente ainda temos mais 365!)
Pois, então, aqui ficam os últimos objetos que sairam desta casa em 2017:

Já por aqui foi dito que na génese deste blog esteve uma vontade de querermos habitar e trabalhar num espaço mais tranquilo, organizado e inspirador. Mas, ainda antes de podermos organizar os espaços, duas grandes tarefas teriam que ser feitas: algumas obras de melhoramento e renovação da casa e muito “destralhanço”. Ao fim de 20 meses nós confirmamos a teoria: sem retirarmos de nossas casas tudo aquilo que está a mais, que está guardado e não usamos, tudo o que, de facto, não necessitamos, sem olharmos e analisarmos verdadeiramente para o que temos e fizermos uma triagem, é impossível organizar a casa! Organizar implica destralhar, ponto final.

Um dia pegamos em mais uma caixa de papelada para destralhar e eis o que se descobre: fotografias de uma das nossas primeiras casas, que resolvemos “arranjar” com as nossas próprias mãos. Destralhar tem destas coisas… e, para verem que esta mania de nos armarmos em jeitosos não é mania recente, aqui está a prova.
Aos 21 anos alugámos, com mais duas colegas da faculdade, um apartamento em Alcântara a cair de velho (mas lindo!), negociando uma renda mais baixa em troca das obras (feitas por nós).