Ao arrumar a lavandaria descobri uma dezena de abajures novos e sei que pela casa andarão mais quatro ou cinco velhos…
Quantas vezes nos acontece passar horas e horas a arrumar para chegar ao fim e perceber que o espaço continua cheio e que não caberá nem mais um novo objeto? Quantas vezes arrumamos um espaço que, pouco tempo depois, regressa à desordem inicial?
Pensei, procurei e descobri a resposta, que agora partilho. Para muitos, não será o que gostariam de ouvir, já que implica livrarmo-nos de muitos dos objetos que julgamos que nos são úteis. Todos nós tendemos a guardar roupas, papéis, cremes, eletrodomésticos, enfim, um sem número de objetos que não usamos mas que nos “poderão vir a fazer falta”. O que é certo é que muitos desses objetos muito bem arrumados serão só e tão apenas isso… objetos arrumados. E nós lá vamos, seguindo os dias… com novos objetos a entrar nas nossas casas (vindos de todas as partes – verdade seja dita – do pai, da mãe, dos filhos, dos netos,…) e com as nossas vidas a ficar atulhadas de coisas que não precisamos.