Vocês são o máximo!!! Era exatamente isto que estávamos a dizer ontem: o vosso feedback é muito importante para nós!… e acabaram por nos dar uma série de ideias para as revistas de decoração que íamos deitar fora. Obrigada, obrigada! Vamos aproveitar todas as vossas ideias – que as revistas vão sair cá de casa, vão! –  e sabem o que vamos fazer para já?

Oi, malta!
Tudo bem? Como vão? A sério! Como vão? Estão a trabalhar? Estão de férias? Têm feito remodelações em casa? E bricolage? Têm sonhado, pelo menos?
Nós cá andamos, com o nosso trabalho diário como designers, de volta da multimedia, do gráfico, da ilustração, com a Cá de férias, na aldeia… e de volta da nossa casa e das 52 tarefas de 2017 (que não vão de vento em popa).
Mas nós também gostamos de saber de vocês… mesmo! Não é conversa. Vocês são a razão da existência deste blog, cada um de vocês, mesmo os mais silenciosos. Parece conversa da treta? Mas  não é. Tudo o que fazemos, escrevemos e partilhamos aqui, é feito a pensar em quem está desse lado.

Ora, para quem já utilizou com certeza não vou contar nada de novo mas, para esta vossa amiga que nunca gosta de ser a primeira a experimentar nada, ontem abriu-se todo um mundo novo no que toca a lavagem e secagem de roupa, principalmente daquelas peças mais chatas, que não cabem nas nossas máquinas de lavar.
A última vez que mandámos o nosso tapete branco à lavandaria – comprado baratíssimo durante umas férias no sul de Espanha (e já vão perceber a razão desta informação) –, pagámos mais de 40€. Paguei isso e achei justo, porque o tapete é grande e os custos de eletricidade, água, detergente e mão de obra têm que ser cobertos, claro! Mas havia aqui uma coisa que não deixava de me chatear: pagar este valor todas as vezes que o mandava limpar… porque o tapete custou menos do que isso! E chateia-me quando um arranjo, limpeza ou seja o que for de qualquer coisa fica mais caro do que a própria coisa… chateia-me!

E assim vai a obra na nossa sala…
Depois de termos tirado os estores de uma janela grande, agora, para além de termos tirado também os de uma janela mais pequena, colocámos teto falso em madeira, com iluminação.
Quanto aos estores, já justificámos a sua retirada pelo dificuldade que tínhamos em mantê-los lavados. Além do mais, numa sala com marquise, terraço e muitas janelas, onde a luz entra sem cerimónias, já não se justificava a presença dos estores. As caixas (interiores) deixavam passar o frio e o calor e sentíamos até correntes de ar.
Quanto ao teto falso, permitiu-nos resolver dois problemas: tapar e isolar a zona da caixa do estore e acrescentar iluminação de teto, que era coisa que esta sala não tinha. Além do mais, o novo teto conduz a luz natural, que entra pela pequena janela, para o interior.

Imagino o que estarão a pensar: “Mas decorar prateleiras tem alguma ciência?”
Tem. Descobri que sim. Não é que exista uma e só uma forma de o fazer, ou uma fórmula. Há quem goste de prateleiras só de livros e quem goste de misturar itens; há quem prefira esquemas monocromáticos e quem viva de muita cor; há os extremamente organizadinhos e os mais descontraídos, os minimalistas, os maximalistas e os que estão a meio, entre uns e outros…
Todos estão certos desde que a decoração reflita o seu espírito com coerência, com sentido prático mas, também, com sentido estético. Sim, porque o espaço que habitamos é factor decisivo no nosso estado de espírito, no nosso bem-estar e está provado que a Estética, enquanto ciência que estuda o Belo, não é menos importante que a Ergonomia ou a Engenharia. Não é à toa que a Estética é uma importante disciplina da área da Filosofia, das Artes e de diversos cursos universitários, e eu, como profissional da área artística, já não consigo ignorar o sentido estético das coisas, daquilo que me rodeia.

A nossa sala continua em remodelação. É uma obra que parece não ter fim. Não mandámos paredes a baixo, não alterámos a estrutura existente mas, ainda assim, havia muito a fazer, problemas antigos para resolver, e tudo demora tempo (principalmente, porque apenas nos podemos dedicar a ela em horário pós-laboral). No Instagram temos revelado algumas imagens, mas a grande revelação será feita aqui, em breve. 😉

Hoje damos a palavra à nossa amiga Helena.
Em resposta ao último artigo publicado, recebemos uma mensagem sua e não podemos deixar de a partilhar. Arranjámos fotografias que complementam o texto, mas vamos ver se fazem justiça à realidade, dado que foram tiradas a correr, sem grandes preocupações estéticas…

Para a sala da nossa amiga recuperámos uma estante cujo próximo destino seria o lixo. Quando a vi, reparei que estava em mau estado, que já teria vindo de outro local, onde teria tido uma função muito específica. Vim a saber que veio de um sótão e fez parte de uma biblioteca pessoal (por isso aquele acabamento estranho, em bico).
Mesmo velhota, com rachas, cortes estranhos e muitos pregos, gostei logo dela! Gostei da madeira, da cor, da estrutura e da forma de encaixe peculiar das prateleiras. Achei que devíamos tentar recuperá-la pois ficaria muito bem na nova sala da Helena. Estantes estreitas são perfeitas para livros (e salas pequenas).

É muito usual ver cabos de carregadores neste estado, a desfazer-se junto ao terminal. Nós temos um assim.
No outro dia dei com ele com esta solução: uma palha a envolver a área fragilizada. Foi a Cá que descobriu, algures na internet.
É só cortar uma palhinha no comprimento, fazer outro corte longitudinal e encaixar no cabo.
Neste caso, como estava um pouco larga, a Cá colocou duas e a de dentro ficou um pouco mais apertada. Também se pode apertar a palhinha e colocar um pouco de fita-cola (ou uma washi tape toda giraça). Se não quisermos mesmo que saia do lugar, também se pode aquecer com um secador de cabelo até derreter um pouco e aderir ao cabo, mas nós não fomos tão longe…