Ainda não começámos a tratar da nossa sala… isto, há uns anos atrás era capaz de me deixar irritada. Hoje, tento ser uma miúda ( 😉 ) mais ponderada, mais tranquila e muito menos ansiosa. Acho que tudo tem um tempo e se não conseguimos fazer o que gostaríamos dentro do tempo que desejaríamos, é porque não é suposto ser assim.

Não vou dizer muito mais sobre isto. O DIY da Ca já diz quase tudo.
Apenas que não há nada como passar tempo de qualidade com as nossas crianças (filhos, sobrinhos, amigos…), dedicar-lhes um bocadinho da nossa atenção  e fazer com elas algo que agrade a todos.
Todos os anos dedico as minhas férias de Páscoa – um fim-de-semana prolongado – às minhas “filhotas”. Pouco mais faço do que ir onde elas gostam de ir e fazer o que elas gostam de fazer, mas é uma alegria para todas! O tempo é todo nosso. Os dias até são compridos e dão para fazer muita coisa!
E como elas gostam de ir para a aldeia, local onde descobriram que a sua criatividade não tem limites, vamos para a aldeia. Avós, pais e tios estão ali por elas e para elas e deve ser por isso que não lhes faz falta televisão nem internet (embora haja). As bicicletas, o baloiço, as tendas “de índio”, a horta, as tesouras, a cola e o papel ganham aos gadgets 4-1.

HIP, HIP, URRAAA para os projetos baratos, rápidos e fáceis de fazer!!!
Eu estou absolutamente in love ♥ com o nosso novo suporte de vasos!
Já há tempos que queria um e até já tinha visto à venda, mas não ao preço a que este nos ficou – 4,20€! Além disso, é mesmo bom olhar em volta, na nossa casa, e sentir que ela tem muito de nós, tem a nossa mãozinha aqui e ali.

Finalmente vamos tratar da nossa sala! Dez anos depois de uma obra que, devo dizer, ficou muito mal amanhada, e com a qual não ficámos nada satisfeitos (tinta reles nas paredes, portas mal decapadas, mal arranjadas e ainda pior envernizadas,…) voltamos a dedicar-nos a esta divisão da casa. Ao longo dos anos temos vindo a repintar, nós mesmo, todas as outras divisões (com tinta de qualidade) e já só faltava esta.
Entretanto, andamos a acertar agulhas com o projeto e confesso que já não me lembrava como, em matéria de decoração, eu e o Eme estamos muitas vezes em desacordo…

Ontem, usámos esta ferramenta para tirar uma medida pequena.
“Uau!” – pensei eu – “Ora aqui está uma cena à maneira!”
Adoro ferramentas úteis… mas mesmo úteis!… E acho que esta é. Quantas vezes me debati com a régua, abri bem os olhos, semicerrei-os, contei os pauzinhos dos milímetros até perceber se era 3.7 ou 3.8, 2.3 ou 2.35 milímetros! Agora, basta-me colocar o objeto a medir entre os dentes desta ceninha… et voilá… a medida exata!… em milímetros e em polegadas.
Também é comum encontrar esta ferramenta sem ser digital, mas digital é outra precisão!

Chegou a hora de largar lápis e computadores e dar cabo das unhas pela nossa casa! Ui!… E o que nós gostamos disso! Ultimamente andámos um pouco afastados da oficina, das madeiras e das ferramentas… e já estávamos a ficar doentes…
Hoje nem esperámos pelas 18h para largar o trabalho no computador! A seguir ao almoço, ele foi comprar uns materiais que vamos precisar para este fim-de-semana e ela começou a fechar o dia e a fazer planos para o que vem aí – finalmente, a remodelação da sala! Uhuuu!!! (Sim, vai ser trabalho, não para um, mas para vários fins-de-semana.)

Nós cá continuamos… a oferecer, a vender, a deitar fora,…

Nas últimas duas semanas houve dias em que descansámos e não tomámos qualquer decisão, mas outros houve em que nos desapegámos de coisas “como se não houvesse amanhã”!… e está bem, as nossas regras quem faz somos nós, sem nunca nos afastarmos do objetivo imposto: um objeto por dia até ao final do ano.
Assim sendo, saíram cá de casa:

Ao longo dos anos juntámos alguns quadros, fruto de viagens, trabalho, compra e ofertas. Apesar do meu trabalho como ilustradora, não gosto de ver só obras minhas expostas (em casa até tenho poucas).
De vez em quando gostamos de variar a colocação dos quadros e molduras nas paredes de nossa casa e do atelier. Sai da sala vai para o quarto, sai do quarto e volta para a sala, troca este com aquele, sai um e fica outro… Isso faz-nos vê-los com outros olhos, descobrir neles coisas novas e “ouvir outras histórias”. Por isso, nesta “dança de cadeiras” por vezes há uns que ficam de fora.