Organização do frigorífico

Esta época do ano tem isto de bom: uma diversidade imensa de legumes deliciosos para acompanhar os nossos pratos. Ontem tínhamos cá uns cinco tipos diferentes de couve (coração, pack choi, galega, nabiças, grelos) e, ainda alface e espinafres. Tudo isto a lutar por um espacinho no frigorífico, que quase rebentava pelas borrachas!

Ontem foi dia de cozinha… puf! Couves cozidas, couves salteadas, couves congeladas, esparregado de espinafres, sopa, salada de alface e, ainda, um bolinho de limão… tudo pronto e o volume reduzido a 1/3.

Tudo isto aliado ao meu curso de Personal Organizer deu em quê? Dia de arrumar o frigorífico! (Priscila Sabóia, este artigo dedico-te a ti, ultimamente a minha companhia enquanto trabalho e guru da organização. Corrije-me se estiver algo errado! Beijo!)

Parece que não tem nada que se lhe diga mas um frigorífico desorganizado até nos altera o apetite — quem já não é muito adepto de comer, perde a fome; quem gosta de abusar, encontra ali o festim ideal, um bacanal excessivo de comida (muita repetida, outra fora de prazo,…). Além de que um frigorífico organizado faz-nos poupar muito tempo, energia (não só nossa, mas elétrica) e dinheiro!
Organizar os alimentos consoante a temperatura de cada zona permite otimizar a sua conservação e mantê-los mais naturais, isto é, sem alterações de textura, sabor ou aspeto.

Não existe uma ciência exata para organização do frigorífico. Cada qual deve organizá-lo à sua medida, segundo os seus hábitos de consumo e tendo em conta, claro, as diferentes zonas de refrigeração e as necessidades de cada alimento. Por exemplo, o nosso frigorífico tem o congelador por baixo, o que quer dizer que a zona mais fria é a inferior, onde se encontram as gavetas dos legumes. Mesmo no mínimo, apanho com frequência as folhas congeladas, pelo que decidi que as gavetas iriam passar a colocar-se no centro do frigorífico. Como são abertas, por cima não coloco nada que possa escorrer, nada de sacos com carne ou peixe frescos. Entre duas prateleiras bem apertadas, colocamos o fiambre e o queijo e na superior um recipiente com ovos (que, por razões de higiene, retiramos da caixa original), outro com iogurtes e a manteiga. Para nós, assim está bem, já que os ovos não precisam da temperatura mais baixa, a manteiga não precisa estar em pedra e eu não consigo comer iogurtes gelados.

Então o que coloquei mais em baixo, na zona que costuma até fazer uma crosta de gelo? A comida que cozinho ao fim-de-semana e que deverá manter-se dois a três dias. Essa, até pode gelar, que não me importo, é sempre aquecida. Ainda assim, coloquei por baixo uma esponja anti-mofo própria para frigoríficos que, neste caso, serve também para evitar a congelação por proximidade do congelador.

 

Na porta, costumamos ter os iogurtes líquidos (que também não consigo beber muito frios), o leite, a margarina para bolos, os molhos (tomate e maionese) e, quando há, o chouriço. Não gosto de colocar os ovos, pois o recipiente só dá para seis e sofrem um bocado com a trepidação da abertura da porta.

Tudo o que pode ser encerrado em embalagem fechada, fechamos.
Recipientes, recipientes, recipientes! Utilizei dos que tinha, sem ser preciso comprar.
Deste modo, reduz-se a contaminação entre alimentos. Cebola e limão encertados são uma constante. Raramente conseguimos utilizar uma cebola inteira de uma só vez e com o limão acontece o mesmo, por isso, temos dois recipientes só para eles, que até me dei ao luxo de “legendar” com uma caneta branca.

 

Branco sob branco, para uma imagem mais “clean” e, ao mesmo tempo, “frost” dos recipientes onde colocamos o limão e a cebola abertos. Para já, testámos com uma caneta Chalk, que se limpa muito facilmente com um pano húmido mas, se esta solução tiver vindo para ficar, substituiremos por uma de tinta permanente.

 

Aliás, recordando aquilo que os meus pais já faziam quando eu era miúda, fui buscar umas etiquetas autocolantes e etiquetei todos os recipientes. Desta forma, acho que vamos acabar com uma coisa que me irrita: tirar para fora, abrir e vasculhar todos os recipientes à procura do que existe já pronto para almoçar… voltar a arrumar tudo… e encontrar, dias mais tarde, recipientes esquecidos em fundos de prateleira com comida que deveria ter sido consumida e não foi. :-S

 

 

E o que não devemos guardar no frigorífico?… descobri eu, agora!

 

 

Ok. Já retirei! Mas há mais:

Manjericão;
Melão e melancia;
Batata;
Mel;
Abacate;
Pão;
Conservas;
Azeite;
Café;
Alho e Cebolas ainda com casca;
Bananas, pêssegos e ameixas.

(Podem ver a justificação aqui)

E como já estou cheia de fome, vou fazer um chazinho e comer uma fatia de bolo de limão, que guardo numa embalagem no frigorífico para não secar! Nhami!!!!!

Bom domingo para vocês, malta! Aproveitem para dar um refresh rápido ao vosso frigorífico e começar uma semana mais clean.

(eu hoje estou de todo com o meu inglês!)

Carlota

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