Que x-ato comprar?

Parece um assunto menor… mas não é. Há mais de 20 anos que usamos x-atos para o nosso trabalho como designers e ainda estamos a descobrir algumas curiosidades.
Ao fim de todo este tempo, há coisas que já fazemos com naturalidade, hábitos que já criámos, saberes que acumulámos mas, na realidade, nunca questionámos o que quer que fosse acerca desta ferramenta. Por exemplo, rapidamente percebemos que os x-atos de corpo metálico têm uma durabilidade que os de plástico não têm. Muito frequentemente encontramos x-atos de plástico enrolados em fita adesiva 😀 , ora na ponta de saída da lâmina, ora na tampa que encerra o cabo (aparador de lâmina), devido à força exercida para as partir. Senão, reparem, qual dos nossos x-atos parece mais acabado?

 

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Por outro lado, os de plástico são mais leves.
É por estas razões que, na altura de comprar um, devemos ter em conta o material de que é feito o corpo desta ferramenta. Caso continuemos a preferir o de plástico, o melhor é cortar as secções da lâmina com um alicate, apertando a saída com os dedos, e nunca exercendo pressão no corpo.

Existem inúmeros tipos de x-atos, com características diferentes: x-atos de uso profissional e de uso geral; circulares, faca, bisturi; para uso industrial e trabalhos pesados, para artesanato, para modelismo, para materiais duros, para papel, para tecido, para plástico e acrílico para cortes precisos e de grande detalhe; com cabo anti-derrapante, com aparador de lâmina, com sistema auto-retrátil; de lâmina estreita, lâmina larga,…
No que toca a ergonomia, as diferenças são abismais! Se passarmos horas a cortar ou se tivermos que fazer um trabalho em que exercemos muita pressão com a mão, não aconselhamos os x-atos mais finos (aqueles metálicos, em baixo à direita, na fotografia). Um daqueles com o corpo envolvido em borracha (o primeiro e o último da fila de cima, na fotografia), são os mais simpáticos para as nossas mãos, aqui no atelier. A borracha é ainda mais macia que o plástico.
Até a forma como se substitui a lâmina, tem a sua importância, na altura de comprar um x-ato. O Irwin (em cima à esquerda, na fotografia) dá-nos cabo da cabeça!!!
Não vale a pena sair por aí e comprar um qualquer de 50 cêntimos, na esperança de que sirva para todas as funções. Vale a pena pensar, considerar o tipo de utilização que pretendemos fazer, procurar o que nos serve e investir o adequado. Até porque a durabilidade do x-ato também tem a ver com a forma como o utilizamos.

No site da Olfa, empresa fundada por Yoshio Okada, o inventor daquilo a que hoje nós, portugueses, chamamos de “x-ato” (outra marca destes cortadores), podemos encontrar os diversos tipos que existem no mercado e perceber melhor as suas características e funções. Antes de adquirirem o vosso, dêem uma olhadela.

 

 

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