Mais uma missão cumprida!… E a nossa casinha, já com algumas décadas, vai rejuvenescendo a pouco e pouco (há dias em que achamos demasiado pouco, mas enfim). Desta vez, dissemos adeus a um velho estore, todo amarelado, que já nos andava a atazanar há anos! Sempre que entrávamos na rua e víamos a nossa casa, lá estava ele… amarelo e feioso!

Inspiradíssima pelo curso do fim-de-semana, resolvi dar uma volta aos panos de cozinha e toalhas de mesa, no sentido de os reorganizar nas gavetas. Desisti ao fim de poucos minutos… individuais com nódoas, toalhas de mesa idem, pegas queimadas, panos de cozinha a precisar de substituição… ups…

Ai, as segunda-feiras custam tanto, não é?
Principalmente, se o fim-de-semana foi passado fora de casa, num curso que durou os dois dias inteirinhos, e a nossa vida ficou um pouco suspensa…
Pois é, hoje começo a semana com a sensação de já estar com pouco tempo para aquilo que gostaria, preciso e tenho mesmo que fazer… hoje, deveria estar de folga para colocar no lugar tudo o que absorvi no fim-de-semana e organizar os dias que se seguirão daqui para a frente. Ainda por cima, hoje foi logo a abrir, com trabalho para entregar… puf!

Já vos aconteceu tirar a roupa da máquina e não sentirem cheirinho a lavado? Estar a estendê-la e sentirem até um certo cheiro a mofo? E depois, quando vão apanhá-la, o cheiro é mesmo notório? Ainda tentam passar a ferro mas a tendência é ficar cada vez mais intenso?
Detesto quando isto acontece!!! Vai ter que voltar à máquina de lavar… e a roupa suja a acumular!
Não gosto— não gosto mesmo! — de ter que fazer nova máquina de roupa com esta aparentemente limpa!
Bolas 😡
E o que é que isto quer dizer? Esta resposta já nós sabemos… a máquina está a precisar de limpeza.

Aproveitando o facto de uma das nossas lâmpadas fluorescentes se ter fundido, resolvemos fazer a troca, mas não por outra igual, por uma lâmpada LED. Não sabíamos bem como fazê-lo, mas depois de alguma pesquisa, fez-se luz!
Vamos partilhar o que aprendemos por forma a poupar algum tempo e neurónios a pretensos “eletricistas”, como nós.

Criar é tão importante para ela como respirar. Esta artista de grande sensibilidade e talento habita um mundo muito seu, onde se refugia constantemente, de onde só sai quando lhe é pedido e onde é permitida a entrada de um ou outro convidado selecionados. O seu universo é povoado de pequeníssimas reproduções da realidade e do quotidiano – utensílios domésticos,  comida e produtos de consumo diário -, por isso, esta obra que hoje partilhamos é especialmente invulgar e pouco característica do seu trabalho, mas uma das nossas favoritas. Aqui, aventurou-se no uso de materiais naturais para recriar aquela que será para si uma “grande figura” de 20x20cm, a que chamou “O pássaro”.

Os anos passam e a facilidade com que acedemos hoje a tudo é tão diferente de há 20 anos! Pareço uma velha a falar, sim, e nunca eu pensei vir a dizer isto tão cedo… mas, é verdade. Fiz os meus anos de faculdade sem computador e a internet só apareceu no último ano. “Design de Comunicação sem computador?!”, perguntarão as alminhas mais jovens. Sim. E sem net! Para a ligar em casa, ficávamos sem telefone fixo e as nossas mães não conseguiam ligar para nós e era uma chatice! E tínhamos que ser muito rápidos no que queríamos fazer (dentro do possível) pois pagávamos ao minuto! Ah, belos tempos…
Isto tudo para dizer que a minha base de corte, sobre a qual usava o x-ato, era um vidro A4 retirado de uma moldura e com as arestas forradas a fita cola (para não me cortar)… depois o vidro ficava todo riscado e outra moldura ia ao castigo… as lâminas dos x-atos desgastavam-se rapidamente e, como desconhecia a técnica da lima, passava a vida a comprar novas… belos tempos…
Não raras vezes, até a mesa de centro da sala da minha mãe, com tampo de vidro, ia ao castigo… (desculpa, mãe!)
Mas vamos ao que interessa.
Felizmente que hoje se pode comprar em qualquer papelaria técnica (ou loja de artes e manualidades) uma base de corte própria para esta atividade. Esta, é auto-regenerativa, ou seja, a superfície volta à sua forma original, mesmo depois de cortada várias vezes, protege as nossas mesas de trabalho e conserva a vida das lâminas. Existe em várias cores, com várias medidas e preços. Nós aconselhamos qualquer uma. Até à data, três compradas em sítios diferentes saíram-nos boas e têm durado bastante. Claro que as maiores são mais práticas de usar quando queremos cortar dimensões maiores de uma vez só.
Mas, para além da base de corte, quem tem um x-ato deve ter uma régua metálica (que não se estraga com os desvios da lâmina e dura uma vida), uma lima (para limar a secção da lâmina em uso, mantendo-a por mais tempo) e um alicate (para cortar as secções da lâmina gastas sem forçar o corpo do x-ato).
Ah! E, claro, uma caixa de lâminas de recarga.

Parece um assunto menor… mas não é. Há mais de 20 anos que usamos x-atos para o nosso trabalho como designers e ainda estamos a descobrir algumas curiosidades.
Ao fim de todo este tempo, há coisas que já fazemos com naturalidade, hábitos que já criámos, saberes que acumulámos mas, na realidade, nunca questionámos o que quer que fosse acerca desta ferramenta. Por exemplo, rapidamente percebemos que os x-atos de corpo metálico têm uma durabilidade que os de plástico não têm. Muito frequentemente encontramos x-atos de plástico enrolados em fita adesiva 😀 , ora na ponta de saída da lâmina, ora na tampa que encerra o cabo (aparador de lâmina), devido à força exercida para as partir. Senão, reparem, qual dos nossos x-atos parece mais acabado?