Outra artista que adoramos… a Maria Rita, escultora.
Das suas Lolitas aos livros tridimensionais, tudo o que sai das suas mãos é mágico, romântico e lindo!
Sim, temos uma Lolita cá em casa… que amamos!
E como nenhuma prateleira era suficientemente segura para tanta delicadeza, pintámos esta caixa de branco e cinza para a expôr e, ao mesmo tempo, resguardar. O branco, está de acordo com a pureza e simplicidade da obra. O cinzento, também neutro, permite-lhe destacar-se do fundo.
Só umas mãozinhas têm permissão para limpar o pó aqui… as minhas! E nunca o faço a meio de uma faxina, quando estou com o ritmo louco das limpezas. Para ela, há sempre o momento de “ora, vamos cá limpar esta beleza com mãozinhas de fada… e só esta”.

Ora aqui está! Um cabide!
Esta ideia andava a moer-me há demasiado tempo! Há mais de um ano que guardo, na minha sala, madeiras velhas que foram retiradas de uma palete. Aposto que já muita gente que lá entrou se perguntou “mas por que raio tem ela este lixo aqui?”… É outra panca que tenho (para além do campo e da natureza)… madeira velha. Gosto… Gosto da rugosidade, do padrão dos veios, das histórias que guardam.
Outra panca: puxadores. Muitas vezes, os armários trazem puxadores que eu não acho apropriados e eu troco-os por outros mais a meu gosto. Ou então, troco os puxadores de uns móveis para outros, por forma a combinarem melhor com a decoração da divisão. Seja o que for, o que acontece é que fui ficando com uns puxadores a mais.
Por isso, numa tarde em que já não havia mais cabeça para os desenhos, desanuviei, reutilizando estes materiais.
A madeira era muito comprida. Cortei-a, SÓZINHA!, na serra circular. Uhuuu!! Louca!

Mais uma planta que podemos apanhar perto de casa. Tem uma cor linda, não tem?
Descobri que se chama soagem ou chupa-mel e que pode causar irritação em peles mais sensíveis quando manuseada. Por acaso, desconfiei quando a vi — fez-me lembrar uma urtiga, pois tem o caule peludo — e usei luvas e tesoura  (como faço sempre com estas invasivas, das quais desconheço a toxicidade).
Também não faço questão de chegar o nariz a qualquer flor e cheirar… não me parece aconselhável.
Esta, portou-se muito bem cá em casa. Ficou linda, num vaso de vidro transparente!

E o que fazem umas unhas cor-de-rosa com um berbequim, uma serra elétrica (!), uma madeira velha e uns quantos ferranchos, sem Eme por perto?! Sugestões?
Ui! Perigo!
Fica o teaser

Pois, na realidade, nesta casa somos mais do que três. Contando com a Mifi e o Luke, somos cinco a sujar!
Os gatos habitam no atelier, local onde passamos a maior parte do dia. São a nossa companhia, a companhia dos nossos colaboradores e, nas horas de maior aperto, são quem nos ajuda a descontrair… Entre um desenho e outro, há sempre tempo para uma festa, uma brincadeira… uma asneirada, também.
O Luke é o nosso gato mais pequenino, perito na asneirada!! Trepador, curioso, brincalhão, anda sempre de roda de nós.
Ao domingo de manhã, enquanto é feita a limpeza do atelier, estes gatinhos têm direito a subir até nossa casa. Foi num destes domingos de primavera que o Luke achou que devia marcar o seu território nos tapetes do nosso quarto.

Estamos na semana 22… como o tempo passa!!
Não tarda estamos a meio do ano.
Começámos este blog em janeiro e cá continuamos… a cumprir o compromisso — pessoal, mas público — de tornar a nossa casa e o atelier locais de serenidade e inspiração.
Por esta altura, temos já noção de que muito do que gostaríamos de fazer ainda este ano, passará para o próximo! É a vida… o tempo “ruge” e estas cabeças andam mais depressa do que o corpo… e também há vida para além das tarefas domésticas…
Mas isso não nos aflige. Sabemos, desde há alguns anos, que com esta casa teremos obras para todo o sempre… e uma vida inteira pela frente para as fazer! Iupiiii!!!  -_- 🙂