Acumular X Arrumar

Ao arrumar a lavandaria descobri uma dezena de abajures novos e sei que pela casa andarão mais quatro ou cinco velhos…
Quantas vezes nos acontece passar horas e horas a arrumar para chegar ao fim e perceber que o espaço continua cheio e que não caberá nem mais um novo objeto? Quantas vezes arrumamos um espaço que, pouco tempo depois, regressa à desordem inicial?
Pensei, procurei e descobri a resposta, que agora partilho. Para muitos, não será o que gostariam de ouvir, já que implica livrarmo-nos de muitos dos objetos que julgamos que nos são úteis. Todos nós tendemos a guardar roupas, papéis, cremes, eletrodomésticos, enfim, um sem número de objetos que não usamos mas que nos “poderão vir a fazer falta”. O que é certo é que muitos desses objetos muito bem arrumados serão só e tão apenas isso… objetos arrumados. E nós lá vamos, seguindo os dias… com novos objetos a entrar nas nossas casas (vindos de todas as partes – verdade seja dita – do pai, da mãe, dos filhos, dos netos,…) e com as nossas vidas a ficar atulhadas de coisas que não precisamos.

Eis, então, a dura verdade:
Para arrumar com sucesso há que adquirir, em primeiro lugar, a mentalidade certa. E do que se trata? Trata-se de criar uma perspetiva em relação ao estilo de vida que queremos ter e aos valores com que queremos viver, de olhar para o futuro, visualizá-lo pleno de luz, simples e positivo. Temos que concordar que isso não se coadunará com espaços cheios de “tralha”, sombrios e poeirentos.
Com o tempo aprendi que se não fizermos uma correta seleção daquilo que já não nos faz falta, se não nos livrarmos de todo o excesso que possuímos, nunca saborearemos a deliciosa sensação de missão cumprida no que toca a organização dos nossos espaços e, consequentemente, como diz Marie Kondo, da nossa vida.

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4 Comentários
  • Raquel
    Publicado às 03:24h, 14 Janeiro Responder

    A quem o diz… Ainda hoje escrevi um post sobre um velho cesto da roupa. Estou cheia de vergonha ehehe

    • Carlota
      Publicado às 00:09h, 15 Janeiro Responder

      [vc_row][vc_column width="1/1"]Raquel, nada como tirar a dita fotografia para recordar. Ocupa menos espaço que o cesto velho. Também tenho um vermelho, que acho lindo!, para o qual estou a ganhar coragem para me desfazer…[/vc_column][/vc_row]

  • Catarina
    Publicado às 20:15h, 14 Janeiro Responder

    Tens toda a razão! Não vale a pena guardar “porque um dia vai fazer jeito”. Já me acontecer precisar e não me lembrar que tinha algures guardado (tão bem guardado que nem eu sabia) e ir comprar novo! Dar a quem precisar ou quiser, ou simplesmente deitar fora, é a palavra de ordem.

    • Carlota
      Publicado às 00:16h, 15 Janeiro Responder

      [vc_row][vc_column width="1/1"]Aconselharam-me hoje um livro novo – A Arte da Simplicidade – e a sinopse diz assim: Num mundo de excessos, simplificar a vida é enriquecê-la. […] Um modo de vida que assenta no princípio de que “menos é mais”, aplicado a todos os domínios da vida do espiritual ao material.
      Depure o seu íntimo, esvazie os seus armários, abandone as compras compulsivas, coma mais frugalmente, cuide do seu corpo e da sua alma.[/vc_column][/vc_row]

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