52 semanas no 25

Há poucos dias discutia-se cá por casa a quem é que a nossa filha sairia no que toca à (des)arrumação. Passando o “testemunho” um ao outro, cada um de nós defendia-se como podia. Juro que tenho a noção de que não sou uma adepta fervorosa da organização do lar, não sou viciada em limpezas, desinfeções, arquivo, catalogação, ordenação e por aí fora… não sou muito escrupulosa nem meticulosa, já para não dizer “picuinhas”, mas acho que sou minimamente organizada, arrumada e não consigo trabalhar com confusão à minha volta. A minha mesa de trabalho fica todos os dias impecável e pronta para o dia seguinte, depois de horas a pintar, desenhar e apagar,…
Por isso, ao atacar com “a tua secretária deixa muito a desejar”,  fiquei escandalizada quando ouvi “olha que tu também não és muito arrumada!”.

O quê? Não. A sério?! Fogo…

(murchei)

Repito: tenho noção de que não sou a supra-sumo das donas de casa, de que me deito no sofá todas as noites após o jantar quando ainda podia passar duas ou três horitas a desencardir, polir, lustrar, esfregar e desincrustar; tenho noção de que a nossa casa – à custa de obras mal feitas – sempre teve, tem e terá muitas imperfeições para corrigir… mas, bolas!, aparenta estar arrumada, os “taparueres” estão arrumados por coleções, a minha roupa por cores, não vou para a cama sem apanhar meia dúzia de objetos espalhados pela sala e até dou uma arrumação extra antes da Maria do Carmo chegar para fazer limpeza.
Quanto ao atelier, muito mais trabalhoso no que toca a arrumações, já não sei quantas e quantas vezes arrumei caixas e caixotes de materiais, organizei os livros (por ordem alfabética de ilustrador) e coloquei os nossos milhares de desenhos em pastas, por projeto!… mercê de obras feitas pelas nossas próprias mãos, as mudanças aqui fazem-se a cada três meses (não estou a exagerar), o que tem implicado alteração de postos de trabalho, mobiliário, redistribuição de cabos elétricos e de internet (puf!)… e limpezas!

Estava, então, lançado o mote para me fazer refletir no final de 2015 (e olhem que não sou muito dada a grandes reflexões).

Ironia do destino veio-me parar às mãos o livro “Arrume a sua Casa, arrume a sua vida” da consultora, rainha da organização, Marie Kondo e o seu “método japonês para organizar o seu espaço e transformar a sua vida”. Após uma leitura ansiosa de todo o conteúdo, chego à conclusão que alguma coisa aprendi, mas que muitas das suas soluções eu já praticava. Ainda assim, posso e vou fazer melhor… porque me apetece, porque preciso de um hobby que me tire do atelier e dos desenhos, porque também quero aprender a lixar, furar e aparafusar … porque é desta que vou “arrumar a minha vida” e tornar a nossa casa e atelier locais de serenidade e inspiração! E para não falhar o pacto, ficará firmado em blogue !

Marido e filha corroboraram com a ideia e vão colaborar.
Tens a noção de que irá ser duro…? – Pergunta ele.
Porque é que não fazes também uns vídeos? – Sugeriu ela.
Vamos ver no que vai dar. – Digo eu – Vamos ver…

Vai dar trabalho? Muito. Iremos rabujar? Iremos. Iremos arrepender-nos? Teremos dias. Mas estamos entusiasmados? Muito!

Para já, envolvidos e motivados para as próximas 52 semanas de 2016, estamos certos de que aprenderemos muito, partilharemos tudo e – quem sabe? – arranjaremos mais companheiros, gente que gosta de arrumar, organizar e… de fazer obras.

Querem juntar-se? Sigam-nos!

*

2 Comentários
  • Catarina Almeida
    Publicado às 10:33h, 13 Janeiro Responder

    Eu cá estarei a assistir na 1ª fila 🙂
    Sou vossa fã!

    • admin
      Publicado às 10:43h, 13 Janeiro Responder

      Beijo grande!!!

Publique um comentário