Ora aqui fica partilhada mais uma coisa que aprendemos:
Enquanto estivermos a usar uma determinada tinta ou verniz, entre demãos, para não estarmos sempre a lavar o rolo, podemos guardá-lo dentro da lata. Só temos que a fechar bem e, quando quisermos voltar a usar, “pescá-lo” com o braço do rolo.
Esta dica torna-se ainda mais preciosa, se estivermos a usar tinta de esmalte ou verniz solvente, em que temos que usar diluente!

E pronto! Custou mas ficou!
Os dias frios, escuros e chuvosos não foram entusiasmantes para terminar logo esta tarefa, mas eis que um sábado nublado foi motivador o suficiente para me empurrar para a oficina e terminar o que já há algumas semanas tínhamos começado!

Lindas, não são?
E não gastei um tostão com elas!
Andar de carro em estradas secundárias tem esta vantagem… pára-se para tomar um café e dá-se de caras com a natureza!
Sim, tenho esta mania de apanhar “coisas” durante passeios, caminhadas ou viagens de carro. Já cheguei a parar de propósito por “ervas daninhas”…

A Ca tem uma predileção por coisas pequenas — brinquedos mini, mini, mini, tanto de compra como feitos por ela. Um destes dias partilharei as suas criações absolutamente incríveis… do tamanho de uma falangeta ou ainda menores! Quando tem tempo, lá vai ela com o tablet para a cozinha e, através de vídeos no Youtube, faz pastas de secagem ao ar e constrói pequeníssimos objetos para rechear as casas das bonecas. Tem milhares de coisas pequenas no quarto dos brinquedos!!… e arrumar não é o seu forte.
De vez em quando, descobre uma nova marca de brinquedos pequenos e lá vem ela fazer o seu pedido, com muito jeitinho…
Esta semana descobriu uma nova coleção de mini, mini, mini bonecos, que ela adorou!
“Mãe, posso ter um destes?”
“Hhm… vou pensar…”
Sossegou, mas eu resolvi aproveitar a deixa:
“Podes ter um desses se te empenhares e tiveres boas notas.”

Ontem foi Dia da Mãe ♥.
Nas redes sociais foram revelados os milhões de postais, desenhos, poemas e mensagens que os filhos ofereceram às suas mães.
Pois, ainda na sequência do post de há uns dias, aqui está uma forma de valorizar os miminhos que as nossas crianças criam com empenho e nos entregam com carinho!

Este cachepot já pertenceu à mãe do Eme, veio cá para casa há uns anos e já abraçou muitos vasos com plantas diferentes. No outro dia, olhei para ele com aquele olhar de quem lhe vai dar um destino final. Achei que já tinha tido o seu papel nesta casa, estava velho e estragado – a base a soltar-se, o alumínio muito amassado…

Às vezes desejava que saísse das minhas mãos a simplicidade das linhas que saem das mãos das crianças… a pureza do traço, antes ainda de criarem a dependência da borracha. Infelizmente, à medida que vamos crescendo, a mão é treinada, a linha estudada e a inocência perde-se. Exprimir desejos, sentimentos e refletir o mundo de cada um, nunca mais é feito da maneira que fazemos enquanto somos crianças… e isso tem mexido com a alma de muitos e muitos artistas artistas (estou a lembrar-me de Miró e do seu esforço ao longo da vida no sentido da simplificação do traço).
É por isso que me encantam os trabalhos dos meus pequenos aprendizes das Artes e é por isso que, na nossa casa, a arte da Ca mistura-se com a minha e com a de outros artistas dos quais gostamos. Desde sempre emoldurámos os desenhos, pinturas e pequenas esculturas que a Ca está constantemente a fazer e desde sempre ela viu o seu trabalho valorizado. No quarto, tem uma parede a que chamamos de “galeria”. Lá, expõe as suas obras favoritas e está sempre a ser atualizada a seu gosto.
Desta vez, resolvemos ir um pouco mais longe e juntar as nossas duas expressões. Começámos por selecionar dois desenhos de quando era bem pequena, duas obras com muito significado para nós – a mãe, o pai e ela. Digitalizei-os em alta resolução, com uma grande ampliação, pintei-os ao meu modo e eis o que saiu: