Conseguimos. Não queríamos sair de casa e não saímos. Hoje foi um dia tranquilo, embora com bastantes tarefas de última hora para fazer. Ainda há prendas por embrulhar e um doce por fazer, mas vai acontecer! Entretanto, aqui fica mais um recanto cá de casa. O quarto de hóspedes também teve direito a cabeceira de cama decorada e está, agora, muito mais simpático e acolhedor.

Normalmente não achamos certo que a nossa casa reflita o gosto de apenas um de nós, por isso temos o cuidado de reunir as opiniões, discuti-las e tomar as decisões em família, cedendo um aqui, o outro ali, ouvindo a mais pequena também, por forma a encontrar uma solução que agrade a todos. Dito assim até parece muito pacífico, mas nem sempre é tanto… mas é democrático.
Para este hall, na continuação da sala, inspirei-me numa imagem de um outro, que encontrei na net, rosa. Só que rosa não é a onda do Marcelo, espaços fofos e queriduchos, muito femininos não tem nada a ver com ele e muito menos a caminho do escritório, divisão da casa que toma como muito sua. Ficou, então, decidido que o hall seria pintado em “nude”, um tom pele, entre o rosa e o bege. Lá fomos à loja, procurámos no catálogo e comprámos a tinta. Confiantes da nossa escolha, comprámos logo uma lata grande.
Pronta a começar as pinturas, abro a lata da tinta e parece-me ROSA.
“Hhhhmmm, deve ser só impressão. Vamos ver como fica na parede.”
Rosa.
“Marcelo, isto está a parecer um pouco rosa… não achas que podíamos misturar aquele toupeira que usámos no nosso quarto?”
“Hm. É melhor.”
Misturámos. “Ah! Agora sim.”
Comecei a pintura.
Passa a filha e diz: “Hummm, paredes rosaa!”

Pois estávamos nós, no fim-de-semana passado, de volta de um canto da sala – sim, como para a maioria das famílias, a bricolage caseira, aqui, é reservada ao fim-de-semana, já que durante a semana noblesse oblige e o patrão não perdoa –… dizia eu, estávamos nós de volta de um canto da sala, uma parte do teto, quando conseguimos dar cabo do nosso berbequim de percussão, a tentar trespassar uma viga… *F* :-X

 

Oi, malta!
Sabemos que vocês, tal como nós, gostam de saber “como se faz”, gostam de aprender, tirar ideias e, inclusivamente, melhorá-las. Nós achamos isso ótimo!… até porque uma parte do que nós vamos fazendo, também aprendemos com outros, com blogues que seguimos e com vídeos que vemos. Depois, há uma forte componente em cada projeto que depende de nós, da nossa criatividade, da nossa prática – de muitas experiências que correm mal, outras bem – e do nosso engenho.

Estão a ver aquela imagem do armário cheiinho de lençóis, mantas e atoalhados? Um orgulho! Estão todos lá, desde os herdados dos avós até aos últimos comprados na Zara Home… Como somos arrumadinhos! Dobrámos, dobrámos, dobrámos e conseguimos colocar todos lá dentro. Todo o espaço bem aproveitadinho, até ao último centímetro cúbico… e não foi preciso deitar nenhum fora! O armário ficou repleto!
E aquela outra imagem do roupeiro onde arrumámos roupa, roupa e roupa? Estão a ver? Roupa linda e maravilhosa, desde aquelas calças com vinte anos até às compradas a semana passada nos saldos. Um armário cheio de roupa para todas as idades, pesos e estilos. Outro orgulho! Como somos poupados e cuidadosos com roupa! Não estragamos nada, não deitamos nada fora e até conseguimos dar bom uso a todos os roupeiros da casa! Com “bom uso” diga-se “aproveitar todos os espacinhos” não sobrando nem um terço de uma gaveta ou prateleirinha!