Apesar de já antes termos tido dias de muito calor e de hoje as temperaturas até baixarem, o verão chegou oficialmente esta semana. Olá, verão!
Nós gostamos dos dias compridos e desta luz que entra na nossa casa logo pela manhã (principalmente, depois de termos retirado os estores da sala)! Gostamos dos refrescos que fazemos com as ervas do jardim e da fruta vermelhinha, portuguesa e biológica. Pode até nem tudo correr bem ao longo do nosso dia (como um verniz que colocámos, ontem, em cima de uma peça encerada… 😱), mas esta luz, uma peça de fruta madura ou uma tisana fresquinha são o suficiente para levantar a moral!

Finalmente vamos tratar da nossa sala! Dez anos depois de uma obra que, devo dizer, ficou muito mal amanhada, e com a qual não ficámos nada satisfeitos (tinta reles nas paredes, portas mal decapadas, mal arranjadas e ainda pior envernizadas,…) voltamos a dedicar-nos a esta divisão da casa. Ao longo dos anos temos vindo a repintar, nós mesmo, todas as outras divisões (com tinta de qualidade) e já só faltava esta.
Entretanto, andamos a acertar agulhas com o projeto e confesso que já não me lembrava como, em matéria de decoração, eu e o Eme estamos muitas vezes em desacordo…

Chegou a hora de largar lápis e computadores e dar cabo das unhas pela nossa casa! Ui!… E o que nós gostamos disso! Ultimamente andámos um pouco afastados da oficina, das madeiras e das ferramentas… e já estávamos a ficar doentes…
Hoje nem esperámos pelas 18h para largar o trabalho no computador! A seguir ao almoço, ele foi comprar uns materiais que vamos precisar para este fim-de-semana e ela começou a fechar o dia e a fazer planos para o que vem aí – finalmente, a remodelação da sala! Uhuuu!!! (Sim, vai ser trabalho, não para um, mas para vários fins-de-semana.)

Por vezes é preciso um tapete bem fofo, uma almofada confortável e uma chávena de chá de erva-príncipe para tratar de certas papeladas e assuntos pendentes.
Decidimos renegociar as dezenas de seguros que nos foram “obrigando” a fazer ao longo dos últimos anos. Multi-riscos habitação, multi-riscos negócios, seguros de trabalho, de saúde, de vida, de recheio, automóvel…
Com tantos seguros há tanto tempo, algo vai ter que mudar.

Alegria.
Gosto desta palavra… intimamente ligada a “bem-estar”.
Hoje pus-me a pensar no que trará alegria a uma casa. Não me refiro a realização pessoal e profissional, estabilidade financeira, familiar, saúde, etc. Tudo isso é essencial, claro, mas não, pus-me a pensar em que medida é que o ambiente que nos rodeia nos pode fazer esquecer algumas “maleitas” e contribuir para que nos sintamos mais felizes; pus-me a pensar em coisas simples que contribuem para uma casa feliz; e em que medida é que a nossa casa, o seu aspeto, influencia o nosso estado de espírito.

As plantas traduzem “vida” e trazem ar puro, energia e alegria ao lar.
Por isso, nas últimas 52 semanas, temos olhado para elas com especial atenção. Comprámos um ou outro vaso novo, suspendemos outros, construímos também, em madeira, recuperámos alguns cachepots mais velhos, que estavam prontos a ir para o lixo e divertimo-nos com alguns DIY simples…
Neste percurso, nem tudo foram rosas… – que, por acaso nem as houve – mas, do local onde escrevo este artigo, posso olhar para algumas das nossas verdes meninas e estas dão-me a serenidade e inspiração que temos vindo a procurar para a nossa casa. 😉
Aqui fica mais uma coisinha que descobrimos…

Ai, as segunda-feiras custam tanto, não é?
Principalmente, se o fim-de-semana foi passado fora de casa, num curso que durou os dois dias inteirinhos, e a nossa vida ficou um pouco suspensa…
Pois é, hoje começo a semana com a sensação de já estar com pouco tempo para aquilo que gostaria, preciso e tenho mesmo que fazer… hoje, deveria estar de folga para colocar no lugar tudo o que absorvi no fim-de-semana e organizar os dias que se seguirão daqui para a frente. Ainda por cima, hoje foi logo a abrir, com trabalho para entregar… puf!

Este ano achámos que estava na hora da nossa pequena crescer mais um bocadinho e tornar-se mais responsável. Que isto de andar sempre a definir os seus momentos de estudo, estar sempre a dizer “Tens que estudar”, perguntar todos os dias “Não tens trabalhos para fazer?”, lembrar “Hoje temos que estudar para o teste não-sei-de-quê” e ter que fixar o seu calendário de testes e trabalhos… não faz mais sentido. Cansa-nos muito, faz-nos sentir chatos e retira-lhe muita da responsabilidade que ela tem que se habituar a ter. Mesmo connosco sempre atrás, houve trabalhos que não fez, livros que ficaram em casa quando deviam ter ido para a aula e livros que ficaram na escola quando deviam ter vindo para casa para estudar… em relação ao estudo, nada acontecia se não fôssemos nós a mandar… e nunca queria tirar dúvidas com os professores.