Recebemos vários pedidos para explicar como fizemos a nossa “parede geométrica”. Apesar de um primeiro percalço – que já contarei – foi muito mais simples do que pensava… ou pensávamos, que o pessoal aqui de casa duvidou que esta ideia resultasse.
Tudo começou quando comprei uns cortinados lindos com um padrão de cubos. Seriam perfeitos para a nossa sala, não fosse serem demasiado pequenos em largura e demasiado transparentes para o nosso gosto. Devolvemos os cortinados, mas a ideia de ter uma área vertical com um padrão geométrico ficou. Comprar ou mandar fazer papel de parede estava fora de questão pois não tínhamos como fugir ao orçamento apertado, por isso fui para a internet à procura da melhor forma de desenhar diretamente na parede. Depois de muita pesquisa cheguei à conclusão que os marcadores Posca são o que temos de melhor em Portugal para este fim. Experimentei canetas permanentes, cuja tinta sai com álcool, mas com o tempo a tinta tende a ser absorvida pela parede e é um trinta e um para retirar ou pintar por cima. A Posca tem uma tinta acrílica e lavável. Ou seja, se passarmos com um pano seco a tinta não sai, mas com um pano húmido podemos limpar a pintura. Eu achei isso ótimo (caso a coisa desse para o torto). De futuro, só não nos podemos esquecer que aquela parede não pode ser limpa com um pano húmido. Ah! Também convém que se trate de uma parede pintada com uma tinta acetinada lavável. estes marcadores podem comprar-se em lojas de artes ou na Staples. Há imensas cores (até dourado) e espessuras. O que utilizei é o 0.7mm.

E assim vai a obra na nossa sala…
Depois de termos tirado os estores de uma janela grande, agora, para além de termos tirado também os de uma janela mais pequena, colocámos teto falso em madeira, com iluminação.
Quanto aos estores, já justificámos a sua retirada pelo dificuldade que tínhamos em mantê-los lavados. Além do mais, numa sala com marquise, terraço e muitas janelas, onde a luz entra sem cerimónias, já não se justificava a presença dos estores. As caixas (interiores) deixavam passar o frio e o calor e sentíamos até correntes de ar.
Quanto ao teto falso, permitiu-nos resolver dois problemas: tapar e isolar a zona da caixa do estore e acrescentar iluminação de teto, que era coisa que esta sala não tinha. Além do mais, o novo teto conduz a luz natural, que entra pela pequena janela, para o interior.

E pronto! Mais um fim-de-semana de eventos – um casamento no sábado e, ontem, o aniversário do membro mais novo deste blog, a nossa Cá. Sim, a nossa menina está de parabéns por mais um ano, o 13.º, a entrada na adolescência (oh God!).
Entretanto – finalmente! – acho que é desta que a nossa sala vai entrar em pinturas!!! Uhuuuu! Hoje vamos comprar a tinta… NÃO É, MARCELO?

Pois estávamos nós, no fim-de-semana passado, de volta de um canto da sala – sim, como para a maioria das famílias, a bricolage caseira, aqui, é reservada ao fim-de-semana, já que durante a semana noblesse oblige e o patrão não perdoa –… dizia eu, estávamos nós de volta de um canto da sala, uma parte do teto, quando conseguimos dar cabo do nosso berbequim de percussão, a tentar trespassar uma viga… *F* :-X

Acreditam que esta porta foi “arranjada” quando comprámos e remodelámos a casa? Não fecha, não tem puxador, está toda quincada, as dobradiças são demasiado largas e grossas para ali, tem uma bela massa castanha a tapar os buracos e as molduras dos vidros, vidros esses que ficaram riscados (sim, porque fornecemos novos e eles foram capazes de os riscar todos!),… bom, e devo estar a esquecer-me de mais qualquer coisa.
Assim foi o “arranjo” e assim ficou.
Este é apenas um exemplo do calibre das obras que foram feitas nesta casa!!! Ah, se vos contássemos a saga que foi… e como éramos inexperientes… e se eu soubesse o que sei hoje…