Faltando o cão, caça-se com o gato!… e nós até temos dois para essa tarefa!
Remodelar um espaço pode implicar custos avultados mas, com boa vontade e criatividade, consegue-se excelentes resultados por muito pouco. A nossa sala não tinha iluminação de teto, apenas de parede, o que a tornava pouco iluminada, de noite. No dia-a-dia não nos faz diferença mas, em dias de visitas, não dá para receber as pessoas no lusco fusco. Com o teto de madeira que nós fizemos, resolvemos parte do problema (digo “parte” porque o teto apenas ocupa metade da área da sala). Por isso, tivemos que arranjar diversas formas de trazer mais luz para este espaço – com iluminação de chão, de mesa, de parede, imbutida no teto falso e de “falso teto”, como é o caso deste candeeiro (ou abajur).

Vamos na terceira parte e ainda não é tudo! Já se deve começar a perceber porque é que a obra desta sala demorou tanto. Puf!
O armário branco, parte da primeira mobília dos meus pais, que já veio de Moçambique de navio, que tem mais de quarenta anos… como abdicar dele?
Esse ficou, mas rodeado de muitas outras peças criadas por nós (muito DIY por aqui): o candeeiro de parede, os quadros, a tela,… e um desvario do Marcelo, que eu A-M-O!!. Já vão ver o que é.

Recebemos vários pedidos para explicar como fizemos a nossa “parede geométrica”. Apesar de um primeiro percalço – que já contarei – foi muito mais simples do que pensava… ou pensávamos, que o pessoal aqui de casa duvidou que esta ideia resultasse.
Tudo começou quando comprei uns cortinados lindos com um padrão de cubos. Seriam perfeitos para a nossa sala, não fosse serem demasiado pequenos em largura e demasiado transparentes para o nosso gosto. Devolvemos os cortinados, mas a ideia de ter uma área vertical com um padrão geométrico ficou. Comprar ou mandar fazer papel de parede estava fora de questão pois não tínhamos como fugir ao orçamento apertado, por isso fui para a internet à procura da melhor forma de desenhar diretamente na parede. Depois de muita pesquisa cheguei à conclusão que os marcadores Posca são o que temos de melhor em Portugal para este fim. Experimentei canetas permanentes, cuja tinta sai com álcool, mas com o tempo a tinta tende a ser absorvida pela parede e é um trinta e um para retirar ou pintar por cima. A Posca tem uma tinta acrílica e lavável. Ou seja, se passarmos com um pano seco a tinta não sai, mas com um pano húmido podemos limpar a pintura. Eu achei isso ótimo (caso a coisa desse para o torto). De futuro, só não nos podemos esquecer que aquela parede não pode ser limpa com um pano húmido. Ah! Também convém que se trate de uma parede pintada com uma tinta acetinada lavável. estes marcadores podem comprar-se em lojas de artes ou na Staples. Há imensas cores (até dourado) e espessuras. O que utilizei é o 0.7mm.

Olhando globalmente para a nossa sala ninguém diria que muitas das soluções decorativas foram executadas por nós. Desde tetos em madeira à pintura de portas, de candeeiros de parede a uma prateleira e diversos outros objetos decorativos, muito trabalhámos neste espaço! Por isso é que, agora, nos sentimos aqui tão bem. É nosso, mesmo nosso, imaginado e construído por nós, com peças executadas com muito carinho e envoltas em momentos de grande satisfação (e uma ou outra irritação, que fazem parte do processo da satisfação final).

Lembram-se destes frascos que reciclámos?

 

Dica + DIY

Pois é, entretanto tiveram um upgrade mas nunca cheguei a partilhar.
Acrescentei contas e missangas à tampa e ficaram mais delicados. Os nossos estão no quarto de banho e continuo a achá-los lindos, sempre que lhes pego!