Eis que chegámos à 52ª semana de 2016!
Está na hora de fazer um balanço… e está a ser feito, só não vamos partilhar já. Vamos deixar este assunto mais para o final desta semana.
Até lá, em jeito de introdução decidimos partilhar aqui, durante os próximos dias, ideias ou dicas que fazem parte do nosso percurso de aprendizagem durante estas 52 semanas. Preparados/as? Vamos a isso!

Criar é tão importante para ela como respirar. Esta artista de grande sensibilidade e talento habita um mundo muito seu, onde se refugia constantemente, de onde só sai quando lhe é pedido e onde é permitida a entrada de um ou outro convidado selecionados. O seu universo é povoado de pequeníssimas reproduções da realidade e do quotidiano – utensílios domésticos,  comida e produtos de consumo diário -, por isso, esta obra que hoje partilhamos é especialmente invulgar e pouco característica do seu trabalho, mas uma das nossas favoritas. Aqui, aventurou-se no uso de materiais naturais para recriar aquela que será para si uma “grande figura” de 20x20cm, a que chamou “O pássaro”.

De volta da jardinagem conseguimos partir um vaso grande e bonito, do qual eu gostava particularmente… só a função que atribuímos agora ao prato me deixou um pouco mais feliz. Estas são as conchas que, durante anos, eu e a Ca trouxemos dos nossos passeios e brincadeiras na praia. Estão agora à entrada de casa, para nos fazer lembrar a sorte que temos em ter um mar tão bonito aqui tão perto! E quantas vezes nos esquecemos de valorizar aquilo que temos ao nosso lado?

Parece um detalhe mas é mais do que isso…
A nossa vida é uma loucura! Os nossos olhos e a nossa mente não páram… milhões de imagens cercam-nos onde quer que estejamos e isso faz-nos perder o foco. Mesmo de férias, as nossas mentes andam a mil. Mesmo em casa, por todo o lado, estamos sempre acompanhados de poluição visual – nos sacos das compras, nas revistas e jornais, na publicidade que vem por correio, nas etiquetas dos produtos que compramos, nos rótulos dos frascos…
É por esta razão que, de vez em quando, temos mesmo que parar. Parar para pensar… e para nos focarmos novamente. Hoje, parei para olhar o meu jardim, para o ver com olhos de ver, para encontrar aquilo que de vez em quando perco. Hoje, encontrei isto, que partilho com vocês.

Um destes dias, as nossas batatas doces, esquecidas no cesto das batatas, começaram a grelar. Achei a folha tão verdinha, tão bonita — em forma de ♥ — que coloquei a batata em água e deixei que continuasse a crescer.  Entretanto, levei outra para a escola, onde dou aulas de artes a crianças, e acompanhámos o seu crescimento à medida que a íamos desenhando. A alegria dos meus meninos a cada semana que passava e as hastes aumentavam!!!
As aulas acabaram e tive que trazer a nossa plantinha para o atelier. Arranjei o sítio perfeito para ela e adoro tê-la ao meu lado!

Outra artista que adoramos… a Maria Rita, escultora.
Das suas Lolitas aos livros tridimensionais, tudo o que sai das suas mãos é mágico, romântico e lindo!
Sim, temos uma Lolita cá em casa… que amamos!
E como nenhuma prateleira era suficientemente segura para tanta delicadeza, pintámos esta caixa de branco e cinza para a expôr e, ao mesmo tempo, resguardar. O branco, está de acordo com a pureza e simplicidade da obra. O cinzento, também neutro, permite-lhe destacar-se do fundo.
Só umas mãozinhas têm permissão para limpar o pó aqui… as minhas! E nunca o faço a meio de uma faxina, quando estou com o ritmo louco das limpezas. Para ela, há sempre o momento de “ora, vamos cá limpar esta beleza com mãozinhas de fada… e só esta”.

Lindas, não são?
E não gastei um tostão com elas!
Andar de carro em estradas secundárias tem esta vantagem… pára-se para tomar um café e dá-se de caras com a natureza!
Sim, tenho esta mania de apanhar “coisas” durante passeios, caminhadas ou viagens de carro. Já cheguei a parar de propósito por “ervas daninhas”…