Parece um detalhe mas é mais do que isso…
A nossa vida é uma loucura! Os nossos olhos e a nossa mente não páram… milhões de imagens cercam-nos onde quer que estejamos e isso faz-nos perder o foco. Mesmo de férias, as nossas mentes andam a mil. Mesmo em casa, por todo o lado, estamos sempre acompanhados de poluição visual – nos sacos das compras, nas revistas e jornais, na publicidade que vem por correio, nas etiquetas dos produtos que compramos, nos rótulos dos frascos…
É por esta razão que, de vez em quando, temos mesmo que parar. Parar para pensar… e para nos focarmos novamente. Hoje, parei para olhar o meu jardim, para o ver com olhos de ver, para encontrar aquilo que de vez em quando perco. Hoje, encontrei isto, que partilho com vocês.

Bom dia! Bom sábado! Bom fim-de-semana, cheio de sol e calor!
Ontem, estava eu muito bem a andar pelo atelier quando vem o Sr. Luke numa correria desenfreada, passa-me por entre as pernas que nem um louco e atira-me uma delas contra a parede!!! Dei cabo do dedo mindinho… e hoje, 5h da manhã já estava fora da cama, com dores. Mas como há males que vêm por bem, foi da maneira que já deixei pronta a minha partilha de hoje, um projeto FVM (faça você mesmo), que se faz em poucos minutos, desde que tenham os materiais necessários.

Ando há meses para tratar das nossas plantas em vaso…
De tanto aguardar estão em sofrimento, coitadinhas. E olhem que, para catos e suculentas chegarem ao ponto as que as nossas chegaram, é preciso muita displicência e desleixo!
Ontem, a meio do dia de trabalho, já cansada dos desenhos e do computador, olhei em volta e cheguei à conclusão que faltava vida na minha sala.
Rapidamente, fui à varanda e retirei deste vaso umas suculentas sofridas.

Outra artista que adoramos… a Maria Rita, escultora.
Das suas Lolitas aos livros tridimensionais, tudo o que sai das suas mãos é mágico, romântico e lindo!
Sim, temos uma Lolita cá em casa… que amamos!
E como nenhuma prateleira era suficientemente segura para tanta delicadeza, pintámos esta caixa de branco e cinza para a expôr e, ao mesmo tempo, resguardar. O branco, está de acordo com a pureza e simplicidade da obra. O cinzento, também neutro, permite-lhe destacar-se do fundo.
Só umas mãozinhas têm permissão para limpar o pó aqui… as minhas! E nunca o faço a meio de uma faxina, quando estou com o ritmo louco das limpezas. Para ela, há sempre o momento de “ora, vamos cá limpar esta beleza com mãozinhas de fada… e só esta”.

Mais uma planta que podemos apanhar perto de casa. Tem uma cor linda, não tem?
Descobri que se chama soagem ou chupa-mel e que pode causar irritação em peles mais sensíveis quando manuseada. Por acaso, desconfiei quando a vi — fez-me lembrar uma urtiga, pois tem o caule peludo — e usei luvas e tesoura  (como faço sempre com estas invasivas, das quais desconheço a toxicidade).
Também não faço questão de chegar o nariz a qualquer flor e cheirar… não me parece aconselhável.
Esta, portou-se muito bem cá em casa. Ficou linda, num vaso de vidro transparente!

E o que fazem umas unhas cor-de-rosa com um berbequim, uma serra elétrica (!), uma madeira velha e uns quantos ferranchos, sem Eme por perto?! Sugestões?
Ui! Perigo!
Fica o teaser