… É o que me ocorre dizer depois de ver a nossa mais recente “obra”.
A ideia foi terminar o canto de estudo da Ca sem gastar muito, aproveitando os restos de contraplacado que havia cá por casa (que este mês já estamos para lá de fartos de gastos! Mês duro este, não? Inscrições nisto e naquilo, mais livros de leitura obrigatória, gramáticas e dicionários de línguas pedidos já depois das aulas começarem… nunca mais acaba…).
Foi uma ginástica e tanto! Não estou a falar financeiramente (que essa também), mas conseguir fazer prateleiras jeitosas com os restos de madeira que tínhamos.
Mas — como é que se diz? — a necessidade aguça o engenho, não é?
E pronto! Nada como umas prateleiras em z para conferir mais graça ao canto, apoiar os livros à esquerda e à direita e solucionar o problema de conseguir chegar de um lado ao outro com placas pequenas.

Já por aqui se disse várias vezes que nunca nada é tão rápido quanto desejamos… e a secretária da Ca (com armário e prateleiras) ainda é um work in progress.
O armário já está forrado a contraplacado (envernizado) e a primeira prateleira ao serviço. Não está ainda terminado, pois faltam as outras prateleiras entre o móvel e a parede… mas já parece outro, não?

Felizmente que este ano decidimos tratar logo de todos os materiais, trabalhos, livros, testes, papeladas e cadernos que a Ca trouxe do 6.º ano. Se tivéssemos que o fazer agora, era mais uma tarefa para nos atrapalhar e que iríamos fazer “às três pancadas”!
Setembro é sempre um mês um pouco louco por aqui… Nesta altura, lembro-me sempre do Coelhinho Branco da Alice, a correr que nem um louco e a sentir que o tempo lhe foge constantemente. Nem acredito que, não tarda, temos o Natal à porta e mais um ano a terminar… e não, não fiz tudo o que gostaria e que imaginei fazer no início deste ano… bolas! (Mas, sobre isto, conversaremos mais tarde!)

Aqui está uma forma rápida de dar a volta a um tapete um pouco curto para o que se pretendia.
Nem foi preciso máquina de costura! Bastou fazer quatro borlas em linha de crochet e cosê-las aos cantos. Ficou um verdadeiro tapete de Aladino e, com mais quase 30cm, já ficou com o comprimento ideal. 😉

De volta da jardinagem conseguimos partir um vaso grande e bonito, do qual eu gostava particularmente… só a função que atribuímos agora ao prato me deixou um pouco mais feliz. Estas são as conchas que, durante anos, eu e a Ca trouxemos dos nossos passeios e brincadeiras na praia. Estão agora à entrada de casa, para nos fazer lembrar a sorte que temos em ter um mar tão bonito aqui tão perto! E quantas vezes nos esquecemos de valorizar aquilo que temos ao nosso lado?

Ainda a propósito do “tom”, no verão é costume engalanarmos a entrada da nossa casa de cores alegres e festivas. Com esta luz maravilhosa e o calor que se faz sentir, gostamos de relaxar no jardim, fazer refeições no exterior e sentir que estamos sempre em festa, mas o telheiro de acesso à entrada, na realidade, não é muito bonito e tira-lhe muita luz. Com a lenha para o inverno, a mangueira do jardim e uns quantos outros objetos perdidos…  facilmente se torna desarrumado e triste. O muro que esconde o jardim das traseiras, também não ajuda e encerra ainda mais o espaço. Apesar de já ter sido pintado, encontra-se em muito mau estado e, um dia, virá abaixo, mas isso são planos para o futuro…
Espaços escuros e tristes pedem uma decoração leve, luminosa e alegre.
Com um varão velho e uns cortinados (da Casa) baratinhos e muito leves, criou-se uma entrada que faz lembrar as mil e uma noites. Por detrás, encontra-se um banco que oferecido por uma tia (debaixo do qual se guarda a lenha), um baloiço construído por nós e, claro, algumas plantas.

Sim, todas as casas têm um tom – um tom de cor, um tom de estilo… e até mesmo um certo tom musical. Quando entramos na casa de alguém sentimos-lhe o tom, não concordam? E até conseguimos ouvir a música tocar numa grafonola, gira-discos ou leitor digital. Na nossa, acho que o tom é de gira-discos a dar para o digital mas, para mim, podia ser de grafonola… uma Billie Holiday… ♥
Quando mudámos para cá, eu queria um tom neutral e  o Eme queria cor e tons alegres (a Ca ainda não queria nada). Fiquei um pouco frustrada por não termos a mesma opinião acerca do “tom” da nossa casa. No início, deu origem a algumas discussões…