Alegria.
Gosto desta palavra… intimamente ligada a “bem-estar”.
Hoje pus-me a pensar no que trará alegria a uma casa. Não me refiro a realização pessoal e profissional, estabilidade financeira, familiar, saúde, etc. Tudo isso é essencial, claro, mas não, pus-me a pensar em que medida é que o ambiente que nos rodeia nos pode fazer esquecer algumas “maleitas” e contribuir para que nos sintamos mais felizes; pus-me a pensar em coisas simples que contribuem para uma casa feliz; e em que medida é que a nossa casa, o seu aspeto, influencia o nosso estado de espírito.

Antes de nos desfazermos de um móvel, podemos pensar em como podemos reaproveitá-lo. Existem milhões de soluções: secretárias que passam a apoiar lavatórios na casa-de-banho, cadeiras que passam a prateleiras, camas que se tornam sofás… enfim! Basta procurar na internet e ideias não faltam.
Foi quando procurava uma solução de estante (de baixo custo) para a minha sala, no atelier, que resolvi socorrer-me de todas as prateleiras e móveis antigos – alguns já desmontados e “arrumados” entre as madeiras da oficina, carregadinhos de pó – e fazer uma composição ao estilo eclético.

O Natal passou, está passado! Por muito que gostemos das decorações natalícias, já estava na hora de as retirar e de chamar a próxima época, com dias maiores, ainda frios, mas com as primeiras flores a querer espreitar. Depois das luzinhas de natal, e da meia luz na sala, já apetece luz a valer e um pouco do exterior dentro de casa, aquecida claro! Por isso, desta vez optei por trazer do mercado estes ramos de eucalipto. Ainda soam a inverno, mas trouxeram um cheirinho florestal maravilhoso para dentro de casa! Cheira a caminhadas na serra ♥.

Este artigo demorou algum tempo a preparar, mas está PRONTÍSSIMO a ser partilhado.
No dia 1 de janeiro resolvemos pegar na máquina fotográfica, papel e caneta e fazer uma “listinha” de tudo o que precisa de ser arranjado/melhorado nesta casa. O Luke acompanhou a incursão, deitando-se em todas as camas e rebolando em todos os tapetes que encontrou…
Se há coisa que aprendemos o ano passado foi que, com um plano, é possível estarmos os três mais focados e em sintonia.
Este é o segundo desafio que impomos a nós mesmos – 52 tarefas para realizar este ano!
Este sim, vai ser duro!

Eis que chegámos à 52ª semana de 2016!
Está na hora de fazer um balanço… e está a ser feito, só não vamos partilhar já. Vamos deixar este assunto mais para o final desta semana.
Até lá, em jeito de introdução decidimos partilhar aqui, durante os próximos dias, ideias ou dicas que fazem parte do nosso percurso de aprendizagem durante estas 52 semanas. Preparados/as? Vamos a isso!

Quantos objetos temos em casa – há anos! – dos quais já nem nos lembramos, que desapareceram do nosso ângulo de visão, que deixaram de ser valorizados, passando a fazer parte da “tralha”?
Hoje recuperámos alguns deles, umas árvores de modelismo, que usámos numa maquete para um cliente, e um Trabant em miniatura, que trouxemos de uma viagem a Berlim. Que alegria!
O carro com o pinheiro em cima é uma imagem que tem aparecido recorrentemente no Pinterest mas, como contadora de histórias, achei que deveria acrescentar “outra página” e recriar também um bosque de inverno. Não só achei a ideia o máximo como achei que era a oportunidade de dignificar estes objetos esquecidos.
Depois, foi só arranjar uma placa de madeira, lixar as arestas e fixar os pinheiros com um pouco de bostik. Para os proteger usei duas campânulas compradas na Area, no verão (que normalmente estão ao serviço das obras de arte da nossa Ca).
Foram uma excelente compra pois têm sempre função nesta casa!

Nos últimos dias divertimo-nos muito a fazer umas letras para o quarto da Cá, para lhe conferir o espírito Bohemian Chic que ela pretende.
Felizmente que as amigas reduziram o nome dela a duas letras, caso contrário tinha sido um bico de obra… ou, se calhar, fazíamos apenas LOVE, SOL, SUN, um coração ou qualquer outro elemento mais simples.

O quarto da Ca é daquelas divisões que nunca terminamos…
A remodelação, decoração e organização deste espaço da casa tem acabado sempre com pequenas soluções de recurso, o que nos impede de encarar esta obra como terminada. Isso deve-se, não só, mas também ao facto de cada fase etária suscitar soluções de decoração, e utilização do espaço, diferentes. Ainda por cima é uma área grande, que inclui diversos espaços – para dormir, para estudar, para vestir, para brincar e de arrumação,…
Foi por isso que, quando a Ca nos falou que gostava de forrar uma parede de cortiça para colocar os seus desenhos e fotografias, a nossa primeira preocupação foi descobrir como poderíamos fazer isso sem que fosse definitivo. Como poderíamos fazer aderir a cortiça à parede sem dar cabo dela? Nem cola, nem fita biadesiva podiam ser consideradas, mas encontrámos outra solução: a cortiça foi colada a placas de pvc de 3mm (com fita de alcatifa), que depois aparafusámos (sim, aparafusámos) à parede.

Pois é… o Dia das Bruxas está quase aí. Ainda me lembro, quando era pequena, no Minho, ouvir cantar à porta da casa da minha avó “Bolinhos e bolinhós”. Se abríssemos a porta, corria tudo muito bem… se não, ui!, era um chorrilho de asneirada e achincalhamento como só no norte sabem fazer!
Independentemente da cantoria, havia sempre muitas partidas, que os vizinhos faziam uns aos outros. Lembro-me de ir à missa, no dia seguinte, e encontrar os vasos do vizinho na varanda de outro… e lembro-me das risotas de quem “não fui eu”.