Malta (mais miúdas do que miúdos…),
ando louca com borlas e pompons!
De qualquer coisa velha e sem graça se faz uma nova, mais divertida! – Lençóis, mantinhas, fronhas de almofada, sacos de pano, tapetes (como este)… e até nas maçanetas das portas!
A propósito do último artigo houve quem tivesse pedido para ver melhor as tais almofadas, às quais acrescentei umas borlas pretas.
Pois aqui está o que fiz!

Imagino o que estarão a pensar: “Mas decorar prateleiras tem alguma ciência?”
Tem. Descobri que sim. Não é que exista uma e só uma forma de o fazer, ou uma fórmula. Há quem goste de prateleiras só de livros e quem goste de misturar itens; há quem prefira esquemas monocromáticos e quem viva de muita cor; há os extremamente organizadinhos e os mais descontraídos, os minimalistas, os maximalistas e os que estão a meio, entre uns e outros…
Todos estão certos desde que a decoração reflita o seu espírito com coerência, com sentido prático mas, também, com sentido estético. Sim, porque o espaço que habitamos é factor decisivo no nosso estado de espírito, no nosso bem-estar e está provado que a Estética, enquanto ciência que estuda o Belo, não é menos importante que a Ergonomia ou a Engenharia. Não é à toa que a Estética é uma importante disciplina da área da Filosofia, das Artes e de diversos cursos universitários, e eu, como profissional da área artística, já não consigo ignorar o sentido estético das coisas, daquilo que me rodeia.

A nossa sala continua em remodelação. É uma obra que parece não ter fim. Não mandámos paredes a baixo, não alterámos a estrutura existente mas, ainda assim, havia muito a fazer, problemas antigos para resolver, e tudo demora tempo (principalmente, porque apenas nos podemos dedicar a ela em horário pós-laboral). No Instagram temos revelado algumas imagens, mas a grande revelação será feita aqui, em breve. 😉

Para a sala da nossa amiga recuperámos uma estante cujo próximo destino seria o lixo. Quando a vi, reparei que estava em mau estado, que já teria vindo de outro local, onde teria tido uma função muito específica. Vim a saber que veio de um sótão e fez parte de uma biblioteca pessoal (por isso aquele acabamento estranho, em bico).
Mesmo velhota, com rachas, cortes estranhos e muitos pregos, gostei logo dela! Gostei da madeira, da cor, da estrutura e da forma de encaixe peculiar das prateleiras. Achei que devíamos tentar recuperá-la pois ficaria muito bem na nova sala da Helena. Estantes estreitas são perfeitas para livros (e salas pequenas).