Destas ideias é que eu gosto: aproveitar o que já temos e dar-lhe ares de que acabou de ser adquirido numa loja gira! Depois de tudo o que destralhámos nos últimos tempos, adquiri o hábito de pensar primeiro numa solução de reaproveitamento antes de adquirir algo novo, desnecessariamente, cá para casa. Foi o que aconteceu com a jarra de vidro que hoje partilho aqui. Depois de ver esta garrafa da Zara Home – tão gira! – numas fotografias do catálogo, achei que podia facilmente fazer algo parecido, numa jarra um pouco sem graça, com as sobras da napa que utilizei para fazer esta prateleira suspensa.
E como, esta semana, deitaram abaixo uma árvore aqui da rua, e eu lá fui (claro, não me contive!) recolher um ramo para colocar na “nova” jarra, cheguei à conclusão que era dever cívico partilhar tanta beleza que juntos deram à nossa sala.

Podem ser detalhes, mas “é na atenção aos detalhes que difere um trabalho mediano de um bom trabalho”. Esta foi uma das coisas mais importantes que aprendi já nos tempos da Faculdade de Belas Artes. Um detalhe pode ser muito, pode ser tudo.
O nosso novo quarto é simples, desprovido, mas com alguns pequenos detalhes que fazem dele a nossa cara e, por isso, nos sentimos aqui tão bem, entre livros, pintura, escultura, fotografia, texturas, materiais naturais, objetos dos quais gostamos, que nos ofereceram e que fizemos.
Prometemos este artigo, acerca dos detalhes que escolhemos para compor o novo ninho, e aqui estão eles!

Ora cá está o primeiro grande projeto de 2008!… ou melhor, 1/4 dele. Ou isso: um quarto. Depois de termos decidido trocar de quartos, pais e filha meteram mãos à obra no fim-de-semana do Carnaval e revolveram metade da casa. Sim, porque trocar de quartos é, na prática, trocar quatro divisões – dois quartos e dois closets. Móveis, roupas, livros, brinquedos,… tudo foi retirado do sítio, analisado (destralhado), reorganizado e tornado a arrumar. Inicialmente, o pai não estava muito a favor desta mudança nesta altura, e só foi possível convencê-lo garantindo que não seria preciso fazer pinturas agora (talvez lá mais para o verão…). Abdicámos desta tarefa e lá conseguimos arrastar o homem… a refilar um bocadinho mas, ainda assim, a fazer-nos a vontadinha! 😉

… e com o móvel mais ideal pra ali, que poderia haver!
Quando remodelámos o hall – que fica entre a cozinha, o escritório, a sala e o quarto de banho (espaço difícil, este, com quatro portas!) – fiquei sempre com a sensação que o projeto não tinha ficado concluído. Duas das paredes estavam lindas, enquadradas, mas sempre que saía do quarto de banho dava de caras com uma parede vazia e sem graça. Sempre foi uma perspetiva deste espaço muito aquém das outras.

Anos! Estivémos anos na penumbra! Sempre com soluções de recurso para aumentar a intensidade da luz no nosso local de trabalho. Candeeirinhos aqui, candeeirinhos ali, candeeiros de pé, candeeiros de mesa, candeeiros de parede, focos presos no teto… candeeiro no teto é que a nossa sala principal não tinha!