Quem me conhece, sabe que sou feliz a criar… ou, mais despretensiosamente, a inventar.
Quem me conhece, sabe que se sou ainda mais feliz se o fizer em família.
E mais não digo… porque o vídeo diz tudo deste nosso novo projeto familiar.

Acreditam que esta porta foi “arranjada” quando comprámos e remodelámos a casa? Não fecha, não tem puxador, está toda quincada, as dobradiças são demasiado largas e grossas para ali, tem uma bela massa castanha a tapar os buracos e as molduras dos vidros, vidros esses que ficaram riscados (sim, porque fornecemos novos e eles foram capazes de os riscar todos!),… bom, e devo estar a esquecer-me de mais qualquer coisa.
Assim foi o “arranjo” e assim ficou.
Este é apenas um exemplo do calibre das obras que foram feitas nesta casa!!! Ah, se vos contássemos a saga que foi… e como éramos inexperientes… e se eu soubesse o que sei hoje…

Agora sim, a entrada do atelier está à maneira!
Enquanto um pintava estrelas e passarinhos, o outro investia em mais uma das suas visões – o nosso logotipo em tamanho gigante! E digam lá que não ficou fixe!

Ainda não começámos a tratar da nossa sala… isto, há uns anos atrás era capaz de me deixar irritada. Hoje, tento ser uma miúda ( 😉 ) mais ponderada, mais tranquila e muito menos ansiosa. Acho que tudo tem um tempo e se não conseguimos fazer o que gostaríamos dentro do tempo que desejaríamos, é porque não é suposto ser assim.

Finalmente vamos tratar da nossa sala! Dez anos depois de uma obra que, devo dizer, ficou muito mal amanhada, e com a qual não ficámos nada satisfeitos (tinta reles nas paredes, portas mal decapadas, mal arranjadas e ainda pior envernizadas,…) voltamos a dedicar-nos a esta divisão da casa. Ao longo dos anos temos vindo a repintar, nós mesmo, todas as outras divisões (com tinta de qualidade) e já só faltava esta.
Entretanto, andamos a acertar agulhas com o projeto e confesso que já não me lembrava como, em matéria de decoração, eu e o Eme estamos muitas vezes em desacordo…

Ao longo dos anos juntámos alguns quadros, fruto de viagens, trabalho, compra e ofertas. Apesar do meu trabalho como ilustradora, não gosto de ver só obras minhas expostas (em casa até tenho poucas).
De vez em quando gostamos de variar a colocação dos quadros e molduras nas paredes de nossa casa e do atelier. Sai da sala vai para o quarto, sai do quarto e volta para a sala, troca este com aquele, sai um e fica outro… Isso faz-nos vê-los com outros olhos, descobrir neles coisas novas e “ouvir outras histórias”. Por isso, nesta “dança de cadeiras” por vezes há uns que ficam de fora.

Já adiámos a pintura da sala em quase um mês. Ora está sol e nós temos outros compromissos, ora chove e não dá para nos metermos em pinturas!
Enquanto isso, aproveitamos os dias chuvosos para destralhar mais um quarto, um armário, uma gaveta, ou nem que seja apenas um dossier de papelada.
Também aproveitamos para estudar e projetar melhor a futura remodelação da sala, a disposição dos móveis e novas soluções funcionais e decorativas. Sofá para cá, mesa para lá… depois de uma manhã de experiências, ainda pouco é certo no que toca à futura organização da sala. Chego mesmo à conclusão que só retirando tudo de lá, vendo a sala completamente vazia, será possível ter uma nova visão do espaço… como uma tela em branco.
Outra fase pela qual já percebi que é importante passar – e que também aproveitei para começar – é reunir apenas os objetos com que iremos ficar e que funcionam bem na visão que temos para aquele espaço; retirar os que deturpam essa visão.