Junho… chegámos.
Este é um mês que – todos os anos! – tem a particularidade de me levar ao limite. É o final das aulas, a festa da escola, os espetáculos de dança da Cá, a festa do seu aniversário, a exposição dos trabalhos dos meus meninos das artes, a festa das extracurriculares, o curso de ilustração para adultos, a Feira do Livro, a preparação da próxima época (o pós-verão, a aproximação do Natal, o início de mais 6, 7 meses de trabalho intenso no mercado editorial)… tudo, eventos que requerem muito trabalho de preparação e alguma ansiedade.
Confesso que é um mês que, antes de começar, já lhe desejo ver o fim… embora vibre com cada um dos seus momentos e me sinta recheadinha de entusiasmo e emoção (mas é toda uma emoção que cansa!).

Há quem lhe chame “casa de banho” e quem diga que é “quarto de banho”. Parece que o nome “casa de banho” provém das “casinhas” que existiam antigamente no exterior (quintais ou varandas) da maioria das residências, e que, entretanto, com a invenção do sifão, puderam passar para o interior das nossas casas. Naturalmente, de casa de banho passou-se a quarto de banho, por ser mais um quarto, uma divisão da casa. Curioso, não? E, esta semana, é a este quarto que vamos dedicar a nossa atenção.
Mas como é que dois metros quadrados de quarto de banho de banho, que é a nossa, podem dar tanto que falar? Pois é, mas chegámos à conclusão que dão… e vamos ver se uma semana chega!

Este artigo demorou algum tempo a preparar, mas está PRONTÍSSIMO a ser partilhado.
No dia 1 de janeiro resolvemos pegar na máquina fotográfica, papel e caneta e fazer uma “listinha” de tudo o que precisa de ser arranjado/melhorado nesta casa. O Luke acompanhou a incursão, deitando-se em todas as camas e rebolando em todos os tapetes que encontrou…
Se há coisa que aprendemos o ano passado foi que, com um plano, é possível estarmos os três mais focados e em sintonia.
Este é o segundo desafio que impomos a nós mesmos – 52 tarefas para realizar este ano!
Este sim, vai ser duro!

♦ Destralhar todos os dias ♦ 

No domingo, primeiro dia do ano, pegámos na máquina fotográfica, num papel e numa caneta e fizemos uma incursão pela casa. Este ano, queremos ser mais organizados e remar mais em conjunto no que toca a cumprir objetivos. É que o ano passado fomos andando ao sabor do vento e consoante as marés… e isso traz alguma indefinição, falta de clarividência e pode até ser contraproducente.

Que dia lindo está hoje! Um quente e belo dia de sol em finais de outubro.
De hoje para amanhã já muda a hora. Às duas da manhã poderemos colocar os relógios na 1h. Para nós, cá em casa, isso não significará que vamos dormir mais uma hora, pois não somos do género dorminhoco, e o Eme até já disse: “Ok, quer dizer que amanhã acordas às 5h.” 😀
Mas num fim-de-semana como este – que sabemos que não teremos muitos mais assim daqui para a frente – o que é que podemos e devemos fazer (para além de sair de casa, dar um passeio em família, tomar um cafezinho ao ar livre,…)? Aqui ficam várias sugestões e mais aquilo que fiz hoje:

Estou na fase mais difícil do destralhanço. Aquela em que temos que dizer adeus às coisas das quais gostamos, mas para as quais já nem olhamos. Não vale a pena manter uma coisa aprisionada connosco se não é utilizada ou valorizada, certo?
Hoje disse adeus à minha impressora de tantos anos. Adorava-a, mas já usava muito pouco, cada vez menos… e impressora sem uso é para se estragar na certa. Vendi-a. Lá foi… (snif)

… É o que me ocorre dizer depois de ver a nossa mais recente “obra”.
A ideia foi terminar o canto de estudo da Ca sem gastar muito, aproveitando os restos de contraplacado que havia cá por casa (que este mês já estamos para lá de fartos de gastos! Mês duro este, não? Inscrições nisto e naquilo, mais livros de leitura obrigatória, gramáticas e dicionários de línguas pedidos já depois das aulas começarem… nunca mais acaba…).
Foi uma ginástica e tanto! Não estou a falar financeiramente (que essa também), mas conseguir fazer prateleiras jeitosas com os restos de madeira que tínhamos.
Mas — como é que se diz? — a necessidade aguça o engenho, não é?
E pronto! Nada como umas prateleiras em z para conferir mais graça ao canto, apoiar os livros à esquerda e à direita e solucionar o problema de conseguir chegar de um lado ao outro com placas pequenas.