Organização do roupeiro (da Ca)

Qualquer altura é boa para renovar e organizar o roupeiro, mas não há como as mudanças de estação para perceber que “o que tem que ser tem muita força”.

E como fazer um detox ao guarda-roupa? Como mantê-lo, depois, organizadinho e arrumado? O que é que podemos fazer para termos gosto em nos vestirmos e arranjarmos todos os dias? O que é que podemos fazer para nos sentirmos bem ao olhar para o nosso guarda-roupa?

 

 

A ideia é não perder muito tempo a escolher a roupa que vestimos, diariamente. O nosso humor altera-se quando vestimos uma coisa e voltamos a tirar porque algo não correu bem. É terrível preparar a roupa dos filhotes e, já na hora de sair de casa, reparar que a manga comprida é, agora, quase uma meia manga… ou que as calças estão acima do tornozelo, parecendo que vão atravessar a cheia…
A ideia é, também, olharmos todos os dias apenas para aquilo que nos faz bem à vista e ao coração, as peças que mais gostamos. Tudo o resto… longe da vista!

E como fazer um detox ao guarda-roupa?

Não é aconselhável retirar tudo de lá, esvaziá-lo completamente e fazer um brutal monte de roupa, malas, sapatos e tudo o que mais lá houver, em cima da cama (onde daqui a nada nos vamos querer deitar)! Isso pode ser demais para o tempo de que dispomos ou até para as nossas cabecinhas… O melhor, é ir tratando áreas, por fases – hoje, roupa; amanhã, malas; no próximo fim-de-semana, sapatos;… com calma, sem stress. (Eu noto que, quando estou bem disposta, confiante, com boa auto-estima, é muito mais fácil para mim selecionar, destralhar e arrumar.)

Depois, escolher o que é para ficar (aquilo que gostamos mesmo, que usamos mesmo, o que nos serve e fica bem) e separar o que é para dar e o que é para o lixo.

Se houver alguma peça da qual gostamos, mas que chegou a um ponto que não dá para usar mais, descartamos e acentamos na agenda “Comprar: blusa branca manga curta, calções ganga, calças ginásio,…”, por exemplo. Não vale a pena guardar o que não está em condições, pensando que devemos manter até comprar novo. O mais provável é, numa emergência, voltarmos a usar esse “trapo”, em vez de arranjar uma solução que o substitua.

 

 

Como mantê-lo, depois, organizadinho e arrumado?

Se o armário ficar “arejado”, com espaço livre, com dois ou três cabides extra (vazios) e bem organizado (por secções – roupa curta, roupa comprida, roupa dobrada, acessórios, roupa de cama,…) dificilmente o caos se voltará a instalar. É muito importante, também, que ao olharmos vejamos toda a roupa que nos faz felizes, da qual gostamos e que nos faz sentir bem. Organizar a roupa por cores, das mais escuras para as mais claras, ajuda muito a criar esse sentimento de satisfação com a organização das nossas coisas… e a querer mantê-la.

Tudo deve ter um espaço próprio, o seu lugar. A roupa interior deve estar separada em gavetas com divisórias ou em caixas de arrumação. Com a pressa, podemos até tirar umas meias, mudar de ideias e atirar com elas para dentro da gaveta novamente, mas ficarão junto da sua “família” e mais dificilmente o caos se instala.

Também gosto de separar os montinhos das blusas de manga comprida, das de manga curta e das de alças ou cavas. Assim, de manhã, consoante a meteorologia, já só perco tempo a escolher o que vestir de um dos montes.

 

 

Como fazemos isto com alguma frequência, cada vez que temos que repetir demora menos tempo. Esta volta à divisão central do armário da Ca – onde está a roupa que veste todos os dias, mais urgente – não levou mais do que uma hora.
Posto isto, já podemos dar as boas-vindas à nova estação!

Carlota

 

 

 

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