10 coisas simples que contribuem para uma casa alegre

10 coisas simples que contribuem para uma casa alegre

Alegria.
Gosto desta palavra… intimamente ligada a “bem-estar”.
Hoje pus-me a pensar no que trará alegria a uma casa. Não me refiro a realização pessoal e profissional, estabilidade financeira, familiar, saúde, etc. Tudo isso é essencial, claro, mas não, pus-me a pensar em que medida é que o ambiente que nos rodeia nos pode fazer esquecer algumas “maleitas” e contribuir para que nos sintamos mais felizes; pus-me a pensar em coisas simples que contribuem para uma casa feliz; e em que medida é que a nossa casa, o seu aspeto, influencia o nosso estado de espírito.

Tenho algumas respostas – a minha opinião pessoal – segundo o que aprendi nas passadas 52 semanas. Aqui vão.

1. Sapatos da rua não passeiam pela casa
Um hall de entrada organizado e desimpedido de objetos em excesso, com uma sapateira, para arrumar os sapatos, que descalçamos assim que entramos em casa + uns chinelos com sola de borracha que nos permitam sair ao jardim ou à varanda ou umas meias ou pantufas bonitas e confortáveis, que nos deixem sentir o chão dentro de casa. E porque não decorar a porta de entrada com uma grinalda sazonal, um monograma ou uma mensagem simpática?

Que bem que cheiram estes jacintooooos!!!

 

2. Casa cheirosa
A casa não tem que cheirar a jacintos, velas aromáticas, essências, incenso ou ambientadores… basta que não cheire a louça suja na pia da cozinha ou a comida estragada no caixote do lixo. Levar o lixo à rua custa um bocadinho, e manter a bancada da cozinha arrumada e sem louça suja, também… mas é essencial para evitar maus odores, que nos recordam que temos que limpar, arrumar, trabalhar,…

 

3. Plantas
Cada vez tenho mais a certeza que as plantas trazem energia e vida ao lar. Não só aromatizam o ar como também o purificam naturalmente, eliminando toxinas que nem imaginamos que entraram em casa. Além do mais, imprimem cor e serenidade ao ambiente. Existem plantas de baixíssima manutenção e que não se deixam matar por “dá cá aquela palha”, como a espada-de-são-jorge ou língua-de-sogra, a clorofito, o cato aloé, as suculentas. Essas, são as que mais contribuem para a nossa satisfação pessoal 😉

 

4. Menos é mais
Rodearmo-nos apenas daquilo que nos faz felizes foi a nossa grande descoberta! A tralha deprime-nos. E o que mais podemos dizer sobre isso? Tirar de casa tudo o que é excesso ou não nos diz nada, é condição. Muitos objetos acumulados baixam os nossos níveis de alegria e puxam-nos para trás, impedindo-nos de seguir em frente. Um ambiente desimpedido é mais fácil de manter organizado, limpo e iluminado. Isto leva-me à questão da luz…

5. Iluminação
Nada como a iluminação natural. De dia, abrir as cortinas e deixar a luz entrar. À noite, acender alguns candeeiros com uma boa luz quente (reparar nas lâmpadas que se coloca) e – porque não? – manter uma ou outra gambiarra natalícia, todo o ano (nada daquelas todas coloridas e a piscar frenéticamente 😉 ).

 

6. O quarto
Os quartos são locais sagrados. Devem ser pequenos oásis transmissores da paz e tranquilidade de que todos necessitamos para um sono descansado (mesmo os dos nossos filhos, com todos os seus brinquedos). Devem estar sempre organizados (mais do que arrumados) e sem excessos. Q.b. (quanto baste) é a expressão ideal para o quarto. Tudo q.b. – fotos, livros, objetos decorativos,…
A cama deve ficar sempre feita. Para isso, tem que ser fácil de fazer (nem que tenhamos que substituir mil cobertores por um bom edredão, para simplificar a tarefa).

 

7. Os armários
Seja da roupa, da cozinha, da casa-de-banho, os armários cheios de coisas são fonte de stress e frustração. Não nos deixam ver tudo, puxamos um objeto e caem mil e um, recordam-nos constantemente que temos mais trabalho de arrumação e limpeza para fazer…

7. A sala de estar
Por razões pessoais tenho alguns problemas em lidar com fotografias nas paredes mas, desde que a nossa filha nasceu, que melhorei muito a minha relação com a fotografia e agora acho que a sala de estar (como toda a casa) pode partilhar fotografias da família e amigos, momentos saudosos mas sobretudo bons e divertidos, que nos puxem para cima. Nós temos uma moldura com os amigos de sempre (sobretudo, aqueles que estão fisicamente distantes).
No inverno, mantas e almofadas no sofá!

 

9. As nossas artes
Não precisamos de encher, egocentricamente, a nossa casa com as nossas “artes”, mas devemos valorizar algumas criações (nossas e dos nossos filhos), expondo-as em molduras, campânulas, vitrines ou prateleiras. Deu-nos trabalho, estamos orgulhosos, ficou bem e somos bons nisso… porque não expôr com a devida reverência?

 

8. Objetos especiais
Se gostamos muito de um objeto e o enfiamos num armário, não o estamos a valorizar nem ele terá oportunidade de contribuir para a nossa alegria, todos os dias. Trazê-lo à luz, por mais antigo ou velho que seja e dar-lhe destaque, vai permitir que ele convide a alegria a entrar na nossa casa. Quando olho para a máquina de projetar antiga, recordo os filmes que os meus pais fizeram quando eu era pequenina e os tempos de Moçambique… ♥
Um gira-discos! Porque não recuperar um velho gira-discos e colocar alguns vinis ao lado, com as nossas músicas de sempre? Isso leva-me ao próximo e último ponto…

 

10. Música
Esta é uma falha cá em casa, que estou a tratar de colmatar. Música mais acessível. Arranjar maneira de facilmente pôr as nossas músicas a tocar. Seja por telemóvel ligado a colunas, media center, o velho gira-discos recuperado,…
Chega de tanto ruído, tanta TV, maus programas e bombardeamento de más notícias… chega.

 

Obviamente a casa não é a cura para todos os nossos males, mas que nos pode fazer melhor, pode!
O que é que vocês acham? O que é que possuem em vossa casa, que vos faz felizes?

Carlota

 

2 COMMENTS

  1. Catarina
    Janeiro 30, 2017 23:21 Responder

    Adoro! Tambem gosto muito de tapetes. Um tapete pise mudar todo um ambiente, não achas?

    • Carlota
      Janeiro 31, 2017 00:10 Responder

      Sim, sim, um tapete pode mudar tudo numa sala! Pode trazer conforto e alegria. Este artigo tem que ser encarado assim mesmo: não como uma ciência exata, mas como um conjunto de ideias que se podem ajustar a cada um de nós e ao que nós entendemos como alegria.

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