Nos últimos dias divertimo-nos muito a fazer umas letras para o quarto da Cá, para lhe conferir o espírito Bohemian Chic que ela pretende.
Felizmente que as amigas reduziram o nome dela a duas letras, caso contrário tinha sido um bico de obra… ou, se calhar, fazíamos apenas LOVE, SOL, SUN, um coração ou qualquer outro elemento mais simples.

Que dia lindo está hoje! Um quente e belo dia de sol em finais de outubro.
De hoje para amanhã já muda a hora. Às duas da manhã poderemos colocar os relógios na 1h. Para nós, cá em casa, isso não significará que vamos dormir mais uma hora, pois não somos do género dorminhoco, e o Eme até já disse: “Ok, quer dizer que amanhã acordas às 5h.” 😀
Mas num fim-de-semana como este – que sabemos que não teremos muitos mais assim daqui para a frente – o que é que podemos e devemos fazer (para além de sair de casa, dar um passeio em família, tomar um cafezinho ao ar livre,…)? Aqui ficam várias sugestões e mais aquilo que fiz hoje:

Hoje foi dia de decorar a parede de cortiça! Iupiii!
A Ca escolheu todos os desenhos, bilhetinhos e outros papelotes importantes para ela, enquanto que a mãe sugeriu alguns sapatinhos de bebé guardados há muito.
Adorámos este trabalho em conjunto!… e o resultado final foi este:

O quarto da Ca é daquelas divisões que nunca terminamos…
A remodelação, decoração e organização deste espaço da casa tem acabado sempre com pequenas soluções de recurso, o que nos impede de encarar esta obra como terminada. Isso deve-se, não só, mas também ao facto de cada fase etária suscitar soluções de decoração, e utilização do espaço, diferentes. Ainda por cima é uma área grande, que inclui diversos espaços – para dormir, para estudar, para vestir, para brincar e de arrumação,…
Foi por isso que, quando a Ca nos falou que gostava de forrar uma parede de cortiça para colocar os seus desenhos e fotografias, a nossa primeira preocupação foi descobrir como poderíamos fazer isso sem que fosse definitivo. Como poderíamos fazer aderir a cortiça à parede sem dar cabo dela? Nem cola, nem fita biadesiva podiam ser consideradas, mas encontrámos outra solução: a cortiça foi colada a placas de pvc de 3mm (com fita de alcatifa), que depois aparafusámos (sim, aparafusámos) à parede.

Têm-nos perguntado onde compramos a madeira com que fazemos os nossos projetos, onde arranjamos uma boa tinta para paredes, onde adquirimos as nossas ferramentas e, por isso, resolvemos fazer este artigo – as cinco lojas que mais frequentamos e onde fazemos muitas das nossas compras. Não quer dizer que esta listagem não venha a mudar. É natural que, de hoje para amanhã, descubramos outras que fornecem os mesmo produtos, com a mesma qualidade e a preços mais baratos… mas, para já, são estas.

Pois é… o Dia das Bruxas está quase aí. Ainda me lembro, quando era pequena, no Minho, ouvir cantar à porta da casa da minha avó “Bolinhos e bolinhós”. Se abríssemos a porta, corria tudo muito bem… se não, ui!, era um chorrilho de asneirada e achincalhamento como só no norte sabem fazer!
Independentemente da cantoria, havia sempre muitas partidas, que os vizinhos faziam uns aos outros. Lembro-me de ir à missa, no dia seguinte, e encontrar os vasos do vizinho na varanda de outro… e lembro-me das risotas de quem “não fui eu”.

Estou na fase mais difícil do destralhanço. Aquela em que temos que dizer adeus às coisas das quais gostamos, mas para as quais já nem olhamos. Não vale a pena manter uma coisa aprisionada connosco se não é utilizada ou valorizada, certo?
Hoje disse adeus à minha impressora de tantos anos. Adorava-a, mas já usava muito pouco, cada vez menos… e impressora sem uso é para se estragar na certa. Vendi-a. Lá foi… (snif)

Este ano achámos que estava na hora da nossa pequena crescer mais um bocadinho e tornar-se mais responsável. Que isto de andar sempre a definir os seus momentos de estudo, estar sempre a dizer “Tens que estudar”, perguntar todos os dias “Não tens trabalhos para fazer?”, lembrar “Hoje temos que estudar para o teste não-sei-de-quê” e ter que fixar o seu calendário de testes e trabalhos… não faz mais sentido. Cansa-nos muito, faz-nos sentir chatos e retira-lhe muita da responsabilidade que ela tem que se habituar a ter. Mesmo connosco sempre atrás, houve trabalhos que não fez, livros que ficaram em casa quando deviam ter ido para a aula e livros que ficaram na escola quando deviam ter vindo para casa para estudar… em relação ao estudo, nada acontecia se não fôssemos nós a mandar… e nunca queria tirar dúvidas com os professores.