… É o que me ocorre dizer depois de ver a nossa mais recente “obra”.
A ideia foi terminar o canto de estudo da Ca sem gastar muito, aproveitando os restos de contraplacado que havia cá por casa (que este mês já estamos para lá de fartos de gastos! Mês duro este, não? Inscrições nisto e naquilo, mais livros de leitura obrigatória, gramáticas e dicionários de línguas pedidos já depois das aulas começarem… nunca mais acaba…).
Foi uma ginástica e tanto! Não estou a falar financeiramente (que essa também), mas conseguir fazer prateleiras jeitosas com os restos de madeira que tínhamos.
Mas — como é que se diz? — a necessidade aguça o engenho, não é?
E pronto! Nada como umas prateleiras em z para conferir mais graça ao canto, apoiar os livros à esquerda e à direita e solucionar o problema de conseguir chegar de um lado ao outro com placas pequenas.

Cada vez gosto mais de acordar cedo. Descobri que sou daquelas que gosta de se levantar com as galinhas — ou ainda mais cedo — para começar o dia com muita calma… e ver o mundo a acordar. E o que faço eu quando me levanto às 5h30m? Cirando. Vou à janela ver como estão o céu e o mar, preparo os meus flocos, sento-me no sofá, dou uma volta pelas redes sociais (quando me apetece)… deambulo e preparo o acordar do resto da malta. Se há coisa que nesta casa se evita são as manhãs de stress. Nada como acordar cedo e com tempo para fazer tudo e mais umas coisas.
Nem sempre foi assim (e não é todos, todos os dias assim!). Descobri há poucos meses que me fazia sentir muita ansiedade acordar, sentir o trânsito na rua, sentir meio mundo já em atividade, comer a correr, vestir-me a correr (como se quisesse ir atrás do resto do mundo), preparar tudo a correr e colocar-me imediatamente ao trabalho. Descobri que isso é uma violência para mim, por isso, comecei a sair da cama mais cedo. Sair da cama não quer dizer que esteja “acordada”… Isso, eu vou fazendo enquanto deambulo.
Há anos que não uso despertador. Acordava sempre antes que ele tocasse porque o toque irritava-me. Comecei a acordar à hora que queria ou precisava.
E quando é que eu acordo mais cedo? Pasme-se! Ao fim-de-semana. Antes não sabia porquê, mas comecei a perceber: assim, o fim-de-semana torna-se maior para podermos fazer tudo aquilo que mais gostamos. 😉
Durante a semana, acordar antes do movimento na rua, antes do sol já ir alto, devagarinho, deixa-me realmente mais tranquila e bem disposta.
Mas, claro, acordar cedo implica deitar cedo, coisa que eu já fazia… deitada no sofá, depois do jantar, a “ver” televisão sem interesse… agora, faço-o de uma forma mais produtiva, na cama, depois de um pouco de leitura.

Quando, no início deste ano, decidimos tornar a nossa casa e atelier locais mais cuidados, inspiradores e serenos, já sabíamos que iríamos ter muuuuito trabalho! Conviver diariamente com os verbos “arrumar”, “organizar”, “arranjar”, “criar”, “restaurar”,… e partilhar tudo isso num blogue com alguma qualidade e interesse… não é tarefa fácil.
Como costumamos dizer, “o tempo ruge”… e, por vezes, assusta-nos!

Ainda no verão e com um fim-de-semana destes, cheio de sol e calor, até é estranho falar em dias frios, mas nada como aproveitar este tempo para preparar as mantinhas de inverno.
Comprei-lhes um miminho e tudo…
Agora estão fofas, limpinhas e cheirosas para o que der e vier!

Já por aqui se disse várias vezes que nunca nada é tão rápido quanto desejamos… e a secretária da Ca (com armário e prateleiras) ainda é um work in progress.
O armário já está forrado a contraplacado (envernizado) e a primeira prateleira ao serviço. Não está ainda terminado, pois faltam as outras prateleiras entre o móvel e a parede… mas já parece outro, não?

Felizmente que este ano decidimos tratar logo de todos os materiais, trabalhos, livros, testes, papeladas e cadernos que a Ca trouxe do 6.º ano. Se tivéssemos que o fazer agora, era mais uma tarefa para nos atrapalhar e que iríamos fazer “às três pancadas”!
Setembro é sempre um mês um pouco louco por aqui… Nesta altura, lembro-me sempre do Coelhinho Branco da Alice, a correr que nem um louco e a sentir que o tempo lhe foge constantemente. Nem acredito que, não tarda, temos o Natal à porta e mais um ano a terminar… e não, não fiz tudo o que gostaria e que imaginei fazer no início deste ano… bolas! (Mas, sobre isto, conversaremos mais tarde!)

E é sempre bom voltar ao lar…
As nossas férias deste ano implicaram uma grande viagem de carro, muitos quilómetros percorridos, muitas terras visitadas, vários quartos de hotel e apartamentos. Parte deste tempo fomos 12 à mesa, 12 para sair de casa, 12 para enfiar em dois carros e 12 a passear! Em família, acompanhámos o homem da casa na sua grande aventura de participação no UTMB – Ultra Trail do Monte Branco, 170 kms em menos de 45 horas, entre França, Suíça e Itália. Foi muito divertido e muito bom!
Agora, há por aqui um sentimento agridoce… por um lado, a sensação amarga do final de férias (com os dias passados em família e menos preocupações e responsabilidades para gerir), por outro, a sensação doce do regresso às nossas rotinas (e à segurança daquilo que já tão bem conhecemos) com novas ideias, novos planos e objetivos traçados.
Só que, não sei porquê, este ano não me sinto cheia de ideias e de “ganas” para trabalhar nelas, como é costume…
Sim, regressámos com vontade de recomeçar e de trabalhar nos novos planos, mas, quanto a mim, ainda me ficou a faltar o dolce far niente que tanto aprecio, que é para mim muito estimulante e que, acreditem!, energiza a minha criatividade. Acho que não vou poder render-me já à ideia de que o descanso ficou para trás… vou tentar, ainda, aproveitar os finais de dia e os fins-de-semana. A minha cabeça está às voltas com “tanta informação” e a precisar de ser arrumada. Os meus recomeços não podem ser atabalhoados, têm que ser mais tranquilos.
Somos todos diferentes, o Eme não tem esta necessidade… eu tenho. E sei que há por aí muita gente como eu.
Por isso, vamos fazer esta transição com tranquilidade, sem ansiedades e a aproveitar a luz dos dias.