Pois é, arrumada a oficina, que virou estúdio, há que arrumar agora o telheiro, que entretanto fechámos e virou oficina. Isto é, a antiga oficina é agora o local onde fazemos os trabalhos limpos — pinturas delicadas, arte, maquetes, obras sem cheiros fortes, sem pó ou serradura — e o telheiro, que era a entrada para o atelier, foi fechado de um dos lados com parede, pelo Eme (mais uma das suas obras corajosas) e, do outro lado, com uma porta de garagem, e, aqui, fazemos as obras maiores, como se estivéssemos na rua, mas sem estar dependentes das condições atmosféricas.
Devo dizer, que já esculpimos em esferovite todo um tronco de árvore (gigante!) dentro do atelier… — era bolinhas por TODO o lado!! —, já construímos cerca de vinte chapéus em resina e fibra de vidro — um cheiro que não se podia! —, já pintámos e envernizámos uma imensidão de móveis no interior, enquanto chovia lá fora… mas isso acabou!

Filho de uma grandecíssima… MÃE! Não estou a acreditar!…
O meu disco, aquele que serviu o meu computador tão bem, mas que ultimamente estava sossegadinho, pois substituímo-lo por um novo… este sacaninha, que vêem na fotografia… há uns tempos que não o ligava, pois nele já só tinha deixado guardada a minha pasta de fotografias. Pensei eu: “Não trabalho contigo, mas ainda estás bom para guardar esta pastinha e ficas destinado só a isso, a guardar esta pastinha!

Ando há meses para tratar das nossas plantas em vaso…
De tanto aguardar estão em sofrimento, coitadinhas. E olhem que, para catos e suculentas chegarem ao ponto as que as nossas chegaram, é preciso muita displicência e desleixo!
Ontem, a meio do dia de trabalho, já cansada dos desenhos e do computador, olhei em volta e cheguei à conclusão que faltava vida na minha sala.
Rapidamente, fui à varanda e retirei deste vaso umas suculentas sofridas.