Depois de termos começado o ano a destralhar em força, confesso que, com tantos dias de chuva, esmorecemos um pouco… Para destralhar temos que tirar tudo do sítio, separar, tirar de casa, limpar o que fica e os espaços e voltar a arrumar. Quer dizer, depois da lavandaria já destralhámos a oficina, que foi uma enooooorme empreitada!… Mas quando descobrimos as vantagens desta atividade caseira, isto pode tornar-se um vício… e eu já estava a ressacar…

Por esta altura os campos estão fabulosos, todos coloridos! Sim, as flores são lindas no campo… mas também são em nossa casa, dando-lhe um ar cuidado, fresco e natural. Estas, silvestres, trazem-nos tranquilidade e conectam-nos à terra. Ainda por cima, estão propagadas por todo o lado, são fáceis de apanhar e não custam dinheiro.
E disse-me um jardineiro que, se colocarmos na jarra umas gotinhas de fertilizante com potássio (biológico, digo eu), elas duram mais tempo.

Pois, andava há uns meses a ver se me aguentava só com esta mesa de trabalho…

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Desenha aqui neste cantinho, chega a Wacom para lá, puxa o scanner para cá, troca o scanner com a impressora, liga a máquina fotográfica daquele lado, põe os livros no chão,… uma ginástica constante.
“Assim, é difícil trabalhar…” — queixei-me.

Adoro duas palavras em inglês: breathtaking e overwhelming (em português, “de tirar o fôlego” e “esmagador”).
E é só isto que me ocorre quando dou de caras com obras como esta!

 

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Uma vez, na Alemanha, vi uns abajures numa montra tão lindos, que nem consigo descrever!!! Feitos com vários tecidos e aplicações e de vários formatos, muito alegres e kitsch!
Um dia, para o quarto da Ca, inspirada nesses, fiz este! É diferente dos que vi na Alemanha, mas gosto muito dele! É feminino, colorido, alegre… e ficou muito baratinho pois trata-se de colar aplicações (botões e fitas, que tinha cá por casa) num desses abajures de papel que se compram em qualquer lado.